A agricultura angolana vive um momento que oferece grandes oportunidades para um crescimento rápido e a crise instalada pode ser uma ocasião para o sector, combinados com os investimentos que estão em curso ligadas às estatísticas agrícolas, investigação agrária como elementos que podem alavancar este sector.
A ideia foi defendida recentemente, em Luanda pelo consultor, Carlos Figueiredo, durante o primeiro seminário sobre “Desafios e Perspectivas do Agro-negócio em Angola”. O especialista considera que a agricultura empresarial tem um papel importante a desempenhar pelo potencial que tem para criar empregos, substituir importações e gerar receitas pelas exportações.
Segundo avançou, problemas como redes pouco integradas, falta de sementes e fertilizantes, combustíveis, assistência técnica, entre outras informações, são alguns entraves para o desenvolvimento da agricultura. Para tal, acresceu ser importante haver uma integração entre os empresários agrícolas e camponeses como acontecia no passado.
“Há um projecto do Banco Mundial reservado só para o agro-negócio, cerca de 70 milhões de dólares”, indicou, acrescentando existirem outros investimentos só para as estatísticas agrícolas, agro- -meteorologia. Precisou que se os empresários agrícolas não se envolverem na monitoria das políticas públicas, facilmente serão capturados outros interesses.
Para o administrador da Agrolíder, José Macedo, os investimentos no sector da agricultura devem ser feitos em função da capacidade de cada empresário, porque muitas são as pessoas que receberam financiamentos e gastaram o dinheiro com outras actividades pessoais. “Com a desvalorização do kwanza a agricultura não está a ser rentável”. XA