O ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre, disse recentemente no Sumbe, capital provincial do Cuanza Sul, que o seu pelouro continua engajado na concretização do programa de reabilitação das vias terciárias, em todo o país, num total de 17.500 quilómetros.

Na ocasião, o governante assegurou que o sector está também empenhado no sentido de retomar a execução de todos os projectos paralisados.

No encontro com responsáveis do Governo da Província do Cuanza Sul, Waldemar Pires Alexandre apontou que todas as inquietações do governo local são consideradas prioritárias, com realce para a reabilitação dos troços Gabela/Kilenda, Condé/ Ebo, Gabela/Conde outra é a via Ebo/ /Morro do Tongo.

Segundo frisou, no quadro da reparação das vias terciárias, o Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) trabalhou em parceria com os governos provinciais, que definiram as vias a serem intervencionadas no programa de reabilitação e manutenção das terciárias.

A via que liga o Cuito a Malanje, passando por Calussinga/São Lucas/Mussende/Kangandala, estava adjudicada a empreiteiros e por força de algumas “anomalias” e incumprimentos houve necessidade de renegociar o contrato ao abrigo de um programa superiormente aprovado na reestruturação da carteira de contratos problemáticos sob a responsabilidade do Inea.

Preocupação
Na sua passagem pela província do Cuanza Sul, o ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre, constatou a paralisação das obras de requalificação da cidade do Sumbe, capital da província do Cuanza-Sul, adjudicadas à construtora brasileira Odebrecht, devido à retirada unilateral da empresa, por razões não esclarecidas, inseridas num pacote de infra-estruturas integradas que abrange todo o país. O projecto integra igualmente as cidades de Porto-Amboim e Gabela.

O governante que passou pelo Cuanza Sul com destino às províncias de Benguela, Huambo, Bié e Cuanza Norte, onde avaliou o estado das vias rodoviárias da rede fundamental integrantes do triângulo centro/litoral, esclareceu que, nestes projectos, a Odebrecht tem como financiamento uma linha de crédito brasileira que é de exportação das empresas daquele país, inserida na “linha cinco” do banco BNDS, mas razões burocráticas levaram à paralisação da empreitada.

No entanto, Waldemar Pires, garantiu que “o sector continua a trabalhar com a empreiteira no sentido de esclarecer o problema, cuja conclusão final vai ser dada a conhecer ao governo da província através de um memorando”.

O titular da Construção, frisou que existem vários projectos em carteira, porém, a sua implementação está impedida devido à queda brusca do preço do petróleo do qual depende a economia do país assim como reduziu o volume de receitas que anteriormente eram arrecadadas.

De acordo com Waldemar Pires Alexandre, está prevista a retomada de alguns trabalhos paralisados, dentre eles infra-estruturas integradas, terraplanagem e melhoria da circulação nas ruas da cidade. Sugeriu à equipa técnica que acompanha o projecto que crie um tratamento “anti pó”, porque as vias se situam no casco urbano.

Mais empenho
Por sua vez, a governadora em exercício do Cuanza Sul, Maria de Lourdes Veiga, manifestou a sua preocupação pelo facto da retirada “sem aviso prévio e unilateral” da empresa brasileira Odebrechet, que abandonou o trabalho de requalificação do Sumbe e das cidades de Porto-Amboim e da Gabela.

Na ocasião, Maria de Lourdes Veiga aproveitou a presença do ministro da Construção, para apresentar “um pacote” de acções traçadas pelo governo local onde constam prioridades na recuperação das vias secundarias e terciárias que ligam os municípios do interior.

A também vice-governadora para o sector Político e Social, insistiu no facto de as vias rodoviárias que unem Gabela/Kilenda, Condé/Ebo, Quibala/Mussende e outras constituírem o elo de ligação com as demais localidades agrícolas que proporcionam o desenvolvimento socioeconómico da província.

Foi também manifestada a necessidade da construção de um memorial, na sede do município do Ebo, para dignificar e honrar a memória dos combatentes angolanos e internacionalistas cubanos tombados na batalha do Ebo, em 1975, entre eles o comandante cubano, Raul Dias Arguelles.

Satisfação
Os administradores dos municípios do Sumbe, Américo Alves Sardinha, do Ebo, Rui Miguel, e da Quilenda, Maria Caimboa Monteiro, que participaram do encontro, expuseram as suas preocupações ao ministro da Construção que se cingiram na necessidade da reparação das vias terciárias para permitir a circulação de pessoas e bens.

Defenderam a necessidade da alocação de kits de equipamento técnico para o saneamento básico das cidades, bem como para a manutenção e conservação dos troços rodoviários que apresentam pavimento em mau estado.

Os administradores municipais mostraram-se satisfeitos com as explicações dadas pelo titular da Construção e assumiram o compromisso de incentivar a população a aumentar os níveis da produção agrícola, visto que o Executivo tem gizado vários programas de em apoio aos camponeses organizados e à mulher rural.