O Executivo angolano tem em carteira no presente mandato, continuar os projectos que em função da crise económica que assolou Angola e todas as economias fortemente dependentes da exportação do petróleo, sofreram abrandamento.

O programa de governo do partido vencedor nas eleições de 23 de Agosto, faz prova disso, facto que anima os cidadãos que encontram alguns constrangimentos na execução das suas actividades diárias. Um dos focos do programa do governo é a construção e reabilitação das vias primárias,
secundárias e terciárias.
A intenção é dar continuidade aos projectos não concluídos, o que certamente resultará na melhoria das condições de mobilidade dos
automobilistas e transeuntes.
Provas de que os projectos foram tecnicamente bem concebidos são os resultados alcançados com as recentes inaugurações dos viadutos a nível da província de Luanda. Seguindo o lema “Melhorar os que está bem e corrigir o que está mal”, homens e máquinas serão chamados para a árdua mas prazerosa tarefa
da modernização do país.

Intervenção
A reportagem do JE saiu à rua para conferir o estado de algumas vias e medir o grau de confiança e certeza dos cidadãos.
O rumo escolhido foi a estrada que liga a Estalagem, no município de Viana, à zona do Kimbango, no município do Kilamba Kiaxi. A via que liga o bairro Novo/Fofoca e Kimbango sofreu intervenção do governo há cerca de 10 anos, mas, actualmente, apresenta um considerável estado de degradação, fruto do tempo, uso e de alguma forma também em função das quedas pluviométricas que na última estação chuvosa registaram níveis que
superaram todas as previsões.
Alguns buracos, amontoados de lixo e sinais do surgimento de uma ravina preocupam a população residente , visitantes e ainda outros que fazem da via a alternativa para os seus destinos.
A via tem servido como recurso dos taxistas na fuga aos grandes congestionamentos que se registam na Avenida Deolinda Rodrigues, principalmente para quem pretende atingir o centro da cidade ou
as imediações do Morro Bento.
Os constrangimentos são muitos mas a certeza de uma intervenção de realce para breve é ainda maior, tal como nos confessou o automobilista João Panzo que faz da via o seu itinerário normal na busca pelo sustento.Pai de oito filhos, o taxista inicia a actividade por voltas das 06 horas da manhã, estendendo até as 18 horas, com uma facturação média que varia entre os sete e os oito mil kwanzas, de onde uma parte é reservada para o pagamento da propina do primogenito neste momento a frequentar a oitava classe. O automobilista mostra-se esperançado por dias melhores a julgar pelas promessas feitas pelo actual governador provincial de Luanda.

Utentes querem melhorias
Segundo contaram à nossa reportagem, os maiores constrangimentos verificam-se na época chuvosa, pelo que sugerem a construção de valas de drenagem.
Maria Daniel, moradora do bairro Novo Km-12 olha para o início das chuvas como um período de bastante sacrifício da parte dos moradores, uma vez que segundo afirmou, alguns taxistas “desonestos” aproveitam-se do engarrafamento para encurtar as linhas e aumentar o preço da corrida, o que resulta num maior esforço
financeiro dos passageiros.
A nossa interlocutor demonstra “crença” em que as autoridades governamentais tudo farão para colocar termo à situação. Com o início das chuvas. Já o automobilista Rodrigues Bete antevê um aumento nos custos com a manutenção da viatura em função do mau estado da via. Ainda assim, o entrevistado acredita em dias melhores, já que com o novo Governo haverá melhorias significativas, principalmente em projectos que visam a reabilitação das estradas.
Por sua vez, Eduardo Vidal, funcionário público considera a rota como uma das principais alternativas, pelo que a sua reabilitação ajudaria a desafogar o trânsito na estrada de Catete bem como na rota Camama/Luanda Sul.
A reportagem do JE mudou de rumo e foi ter à via que liga o Grafanil ao Kimbango, bastante movimentada por taxistas que transportam passageiros provenientes de vários pontos da cidade de Luanda, com destaque para os bairros Golf II, Avô Kumbi, Mabor, Embondeiro, Mãe Gorda, Mãe Preta,
Cuca, Hoji-ya-Henda e Kikolo.
Para a maioria dos populares ouvidos, a ausência de uma pedonal na Pedro de Castro Van-Dúnem Loy, agrava a situação dos congestionamentos e acidentes de viação, visto que os peões fazem-se à estrada sem obedecer as
normas básicas de travessia.
A cidadã Marta do Nascimento admite que nem tudo vai mal, uma vez que apesar das enormes dificuldades financeiras, o executivo fez esforços no sentido de colocar à disposição da população um novo mercado com capacidade para mais de 200 vendedores e uma unidade escolar de nível médio na localidade.