O sector da Construção e Obras Públicas fez um esforço grande no sentido da conclusão das empreitadas de reparação dos eixos estruturantes das estradas nacionais, nomeadamente a 100, 120, 180, 225, 230 e 321, consideradas como sendo de prioridade máxima. Dados apontam que no decorrer de 2018, foram reabilitados 752 quilómetros (km) da rede primária de estradas, 231 km da rede secundária, 71 de vias urbanas bem como 39 pontes rodoviárias.

Falta de dinheiro
Recentemente, em Luanda, o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares, informou que as obras de reabilitação e ampliação da estrada nacional nº 100, no eixo estruturante Luanda/Lobito (Benguela) estão paralisadas por falta de verbas.
Segundo avançou, na ocasião o governante assegurou que, a não disponibilização atempada de verbas da linha de crédito da China, financiadora do projecto, estava na base da “estagnação” da obra.
Apesar de reconhecer a importância estruturante desta estrada que liga o Sul de Angola, o ministro disse que os pagamentos “não estão a acontecer”.
“Estamos, a tentar ver a questão com os bancos chineses no sentido de regularizarem a situação”, garantira.
Na ocasião, o titular da pasta da Construção e Obras Públicas adiantou que as obras das estradas Alto-Dondo (Cuanza Norte)/Wako Cungo (Cuanza Sul), Caála (Huambo)/Cacuso (Malanje), inicialmente aprazadas para Novembro, devem terminar ainda este mês. Actualmente, as obras estão a cingir-se nos trabalhos de sinalização vertical e horizontal.
O Ministério da Construção e Obras Públicas estuda a possibilidade de transferir, nos próximos tempos, a responsabilidade da manutenção e conservação das estradas secundárias e terciárias, com o apoio do Instituto Nacional de Estradas de Angola (INEA) e governos provinciais e das administrações municipais.
Ressaltou ainda à vista, o processo de se potenciar o Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) no sentido da criação imediata de capacidades técnicas, para a certificação das obras públicas, visando assegurar melhor nível da sua qualidade e segurança.

Plano de emergência
estanca ravinas

Está a decorrer um plano de emergência de estancamento de ravinas “preocupantes” executado pelo Ministério da Construção e Obras Públicas.
Actualmente, o Fundo Rodoviário (responsável pela manutenção e conservação das estradas da rede fundamental) está também a realizar várias intervenções pelo país, desde a contenção de ravinas à conservação e manutenção de estradas em vários pontos de Angola.
Por exemplo, em Malanje, o Fundo Rodoviário estancou duas ravinas, em Pungo-Andongo e Catepa. Na província do Uíge foram identificadas cerca de 20 ravinas e mais de 10 estão em fase de conclusão, ao longo dos troços Dange/Uíge, Damba/Maquela do Zombo/Quimbele.
As Brigadas de Conservação de Estradas são responsáveis pelas acções de corte da vegetação que invade as bermas, limpeza das valas de drenagem, regularização dos taludes, e reposição da sinalização horizontal e vertical. A par desses trabalhos, os brigadistas também têm como missão detectar o surgimento de ravinas.