O ministro da Agricultura, Marcos Nhunga, realçou recentemente, em Luanda, a necessidade de se estimular o investimento privado, no ramo das florestas para gerar mais riqueza e revitalizar o sector que pode contribuir muito para o OGE.
O pronunciamento foi feito durante a I conferência nacional sobre florestas que decorreu sob o lema “A contribuição das florestas no desenvolvimento sustentável – desafios e oportunidades”, numa promoção do Ministério da Agricultura, com o apoio da Casa Civil do Presidente da República.
Segundo o titular da pasta, este factor pode contribuir para a gestão sustentável dos recursos florestais em todo o país.
O ministro defendeu a necessidade da disseminação de informações sobre o sector florestal, para maior responsabilização de todos os actores da sociedade, com o propósito de se observar o cumprimento da legislação sobre o sector e o plano de medidas para melhoria da gestão dos recursos florestais.
Para Marcos Nhunga as florestas devem ser vistas no quadro de princípios de uma gestão sustentável, onde biodiversidade, produtividade, capacidade de regeneração e o seu potencial para desempenhar funções ecológicas, económicas e sociais relevantes devem se ter em conta.
Aponta ainda que as florestas ao nível local, nacional e global deve ser feito de forma intensa, sem causar prejuízos a outros ecossistemas, ja que em conjunto regulam a diversidade e garantem o equilíbrio ecológico.
Enalteceu que as florestas são fontes de matéria-prima e bens, são absorventes de carbono, de protecção dos solos e de controlo do ciclo e da qualidade da água, contendo a maior parte da diversidade da terrestre.
Angola possui uma densa floresta que serve para transformar a madeira com mais quantidade na zona norte de Angola.
Contudo, disse, tem existido muita vandalização e comércio ilegal provocando perdas incalculaves aos cofres do estado, daí o reforço na disciplina para acautelar problemas.

Incentivos

A conferência que teve como pano do fundo promover os produtos florestais, a sua inserção no mercado nacional e internacional, sensibilizar as instituições financeiras públicas e privadas para o financiamento de projectos de
investimento neste sector.
Foram abordados temas como “a indústria florestal/desafios e oportunidades”, “mercado nacional de madeiras e seus derivados”, “medidas para melhorar a gestão dos recursos florestais”, “as plantações florestais privadas - uma oportunidade de negócio” e “o regime cambial para o novo quadro de exportações”.