O sector hoteleiro na província do Kwanza-Sul registou, nos últimos anos, significativas melhorias, com um aumento considerável de quartos e, consequente, números de camas, o que permitiu a rede passar para os actuais 15 hotéis e 36 pensões, além de outras tantas estruturas similares e de apoio ao ramo.

Particularmente, na cidade do Sumbe, à capital da província, este aumento começa a ser muito mais visível, através dos preços, que embora altos, fruto do ambiente conjuntural que o sector atravessa pelo país, já reflectem aquilo que é praticado pelo país, com incidência para as zonas do litoral.

O aumento do turismo de negócios, para além do turismo de recreação está na base destes resultados. Deste modo, e conforme foi possível verificar na ronda que a reportagem do JE efectuou pela cidade, nos próximos dias, mais duas grandes estruturas hoteleiras se preparam para entrar no mercado local. Tratam-se dos Hotéis Kalunga (no centro da cidade) e de uma outra rede, constituída por três edifícios, propriedades do grupo nacional AAA, este localizado no sector sul da cidade, em direcção à vizinha cidade de Benguela.

O director provincial do comércio, hotelaria e turismo, Luís António Magalhães, garantiu em entrevista recente, à imprensa, que este desenvolvimento que se assiste no sector deve-se ao aumento dos investimentos dos empresários locais, e outros parceiros que apostam neste sector.

“Consideramos de bastantes satisfatórios o funcionamento da rede hoteleira na província, pois tem registado uma grande expansão, e isto resulta também das iniciativas dos empresários locais”, disse.

Na ocasião, o responsável considerou o sector da hotelaria como uma porta de entrada para qualquer tipo de turista, e apontou como base a existência de inúmeras potencialidades turísticas na província, pois que, no seu entender, estes locais despertam as atenções dos visitantes que se deslocam para a província e mesmo aqueles que estejam de passagem, servindo-se da cidade como ponto de escala.

Principais localidades

Além dos municípios de Libolo, Cela, Porto Amboim onde o fluxo de turista e visitantes é muito intenso, fruto dos investimentos agro-pecuários, bem como a instalação de pequenas e médias indústrias de apoio a estes sectores, a cidade do Sumbe também posiciona-se como ponto de passagem para os investidores que queiram, por estrada, explorar o litoral sul do país.

As praias do Kicombo, da Carimba, do Sumbe, disputam a atenção dos visitantes com os inúmeros rios e quedas de águas que a província ostenta, casos das quedas das Cachoeiras do Binga, do Waku kungo, a de águas medicinais de Tocota, onde existem ainda inúmeras oportunidades de investimento, fruto da fraca, ou nalguns casos, a inexistência de redes de serviços, sejam hotéis ou restaurantes.

Luís Magalhães adiantou, na altura, que o sector que dirige registou a arrecadação para os cofres do Estado de cerca de 582 milhões, setecentos e vinte nove mil Kwanzas.

Segundo o director provincial está, neste momento, em estudo a possibilidade de elaboração de um estudo para a definição de um plano director para o sector ao nível da província.

Preços nas unidades

Na ronda que efectuou pelas diversas unidades hoteleiras, se não mesmo as principais, e de grande referência na cidade do Sumbe, a reportagem do JE apurou a fixação de tabelas de preços pouco variáveis entre os hotéis, que diferenciam-nos, para alguns casos, em função dos serviços adicionais e a localização destas estruturas e respectivos quartos, ou seja se tem ou não vista directa com o mar, naqueles que estão situados na zona da marginal.

As referências recaem para os hotéis “Sol Nacional”, “Mar Sol” e “Ritz”, todos localizados na marginal do Sumbe, o “Kwendale” e o “Sumbe”, estes mais no centro da cidade.

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