A administração municipal de Mbanza Kongo no Zaire, reagiu contra as informações que circulam em Luanda e não só, de haver impasse na construção do supermercado Shoprite imposto por populares que alegam ser os proprietários do terreno. “Não existe nenhum registo nesta administração municipal, sobre uma queixa formal, por parte de um cidadão a reclamar a titularidade do terreno, onde está a ser erguido o supermercado Shoprite”, declarou o administrador municipal adjunto para o Sector Técnico e Infra-estruturas. O arquitecto Cláudio Fortunato explicou que a fase decisiva que ditou este mês (Abril) o arranque das obras da Shoprite em Mbanza Kongo acontece num terreno de tutela e reserva do estado, cujas dimensões estão na ordem de 0, 77.48 hectares. “No passado, este espaço pertencia a Betier, antigo Centro de Instrução do Exército para Blindados e Transportes das antigas Fapla” disse. Com anuência das autoridades da província em 1992/93 o aludido espaço passou a ser utilizado como centro de acolhimento de refugiados República Democrática do Congo, património, que cinco anos depois, em 1997 foi transformado como mercado informal, o qual foi invadido por mercadores até hoje. Sobre este tema, a nossa reportagem abordou Pedro Dias, 58 anos, um dos proprietários de armazéns que se sente intrigado, pela construção do empreendimento. Para ele, as propostas apresentadas pela empresa Shoprite para a indemnização do espaço que, segundo ele ocupa desde 1977, não satisfazem as aspirações da família, uma vez que a indemnização poderá não servir para organizar a vida noutro local, motivo pelo qual, não arreda o pé em ceder o terreno de ânimo leve, porque como explicou, as novas lojas que a Shoprite constrói em troca dos armazéns, são muito pequenas. Respondendo a inquietação de Pedro Dias, o administrador adjunto garantiu que os proprietários de armazéns vão receber um outro espaço de terreno com lojas construídas de raiz, para a continuidade da sua actividade económica com dimensões semelhantes”. “Nesse exacto momento que lhe falo os primeiros armazéns indemnizados estão a ser terminados e os proprietários dessas estruturas só irão transferir-se para lá, caso as novas lojas em construção estejam concluídas” pontualizou o responsável.