O ministro angolano dos Petróleos, José Maria Botelho de Vasconcelos, afirmou que a implementação do projecto da Refinaria do Lobito vai proporcionar novos empregos e permitirá reduzir os actuais níveis de importação dos derivados do crude.

Botelho de Vasconcelos, que falava quinta-feira, na cidade do Lobito, no encontro com a direcção do projecto, sublinhou que o empreendimento constitui uma das estratégias para o relançamento da economia do país, nos próximos anos.

O ministro solicitou mais empenho às instituições envolvidas na implementação do projecto da Refinaria do Lobito, cujas obras estão na fase inicial, de modo que se cumpra com o prazo de 40 meses estabelecidos para a sua conclusão.

Por sua vez, a administradora do projecto da refinaria, Anabela Fonseca, que apresentou em pormenores aquilo que será a refinaria do Lobito, informou que o empreendimento poderá custar aos cofres do Estado angolano cerca de oito biliões de dólares norte-americanos.

De acordo com a informação da direcção do projecto, a refinaria, na sua fase de implementação, empregará pelo menos oito mil jovens, dos quais mais de 90 porcento angolanos.

Segundo a administradora do projecto, a refinaria terá a capacidade de transformar, na primeira fase de exploração, 150 mil barris de crude por dia, dos 200 mil que a indústria produzirá até à etapa de consolidação.

A responsável adiantou que neste momento o país importa quase 70 porcento de combustível consumido, uma situação que poderá ser ultrapassada com a conclusão da refinaria.

A refinaria está a ser erguida a dez quilómetros a Norte da cidade do Lobito num perímetro de sete quilómetros de comprimento e cinco de largura, e as obras iniciaram no mês de Janeiro, com a vedação e desminagem do perímetro, e têm a duração prevista de 40 meses, um pouco mais de três anos.