O ministro da Construção e Obras Públicas indicou que na região Sul do país tem uma atenção especial, porque ela constitui um forte potencial económico, para contribuir no processo de diversificação da economia.
“Estamos a tratar com prioridade, nas ligações Huambo-Lubango, com a conclusão Cuima-Cusse, o troço Caconda-Chipindo, Caconda-Chicomba-Cuvelai-Matala, Cuvelai-Quipungo, incluindo Matala e Frechiel”, referiu, tendo frisado que esses troços estão associados ao chamado “Triângulo do milho”.
Anunciou ainda a restauração do troço Lubango-Cuvango e concluir o troço Cuchi-Cutato, para se estabelecer a ligação entre Cuvango (Huíla) e Menongue (Cuando Cubango).
Disse ainda que a região será também contemplada com a ligação entre as capitais das províncias do Cunene, Cuando Cubango, Bié, Huambo e da Huíla, passando pelo Cuvango, para que seja estabelecida a ligação mais rápida com o litoral, através da província do Namibe.
Frisou que é igualmente urgente executar a circular do Lubango, para permitir que o tráfico pesado não passe pela cidade em direcção à província do Namibe e do Huambo.

Construção de pontes
Informou que está em concurso o projecto para a construção da ponte da comuna do Hoque, município do Lubango (Huíla), para que a sua construção venha garantir a circulação normal no período chuvoso.
“É igualmente importante para a nossa economia, as ligações Cuvelai-Cassinga-Cuvango, Cahama e Xangongo, em direcção ao Onkokwa e no futuro deve se ligar o Onkokwa-Virei ao Namibe, para que a exploração mineira possa chegar mais rápido e mais barato ao porto”, indicou.
Referiu que deverão ser retomadas em 2019, as obras para a conclusão do troço rio Quinina-Lucira-Bentiaba e Estrada Nacional (EN) 280 numa extensão de 260 km para que a ligação Benguela ao Namibe, seja mais rápida com uma economia de cerca de 300 km em relação a via do Lubango.
AM

Rede viária da Huíla clama por intervenção
O governador provincial da Huíla, Luís da Fonseca Nunes, disse que de 2006 a 2013, a província beneficiou de intervenções de reabilitação de estradas, que abrangeu cerca de 937 quilómetros (km), alguns dos quais necessitam de intervenção de recuperação, reabilitação e manutenção.Luís da Fonseca Nunes, que falava na cerimónia de abertura do II Conselho Consultivo do Ministério da Construção e Obras Públicas informou que as grandes intervenções que a província da Huíla beneficiou a nível das infra-estruturas rodoviárias estão a servir para facilitar as ligações com o litoral norte, em direcção a Benguela e Luanda e Huambo, e a Sul em direcção a Cunene e a República da Namíbia.

Referiu que a província tem uma malha rodoviária extensa de 4.662.2 km, destas 1.635,5 da rede primária, 3.027 secundária e terciária. “Temos necessidade de estabelecer as ligações nos sentidos norte e interior da província, onde concentram-se as principais áreas de produção agrícola de cereais das leguminosas e até da produção mineira”, informou.

Mais-valia
Indicou as estradas da Matala-Mulondo, Quipungo-Chicomba-Caconda, Caconda - Chipindo-Cuvango, Cuvango-Cassinga-Tchamutete-Cunene, Cuvango-Catata-Menongue, Caconda-Cusse-Caála.
Destacou igualmente a conclusão da estrada km 16-comuna da Huíla-Palanca, que terá função de estrada de circunvalação para servir o tráfego pesado de ligação entre Chibia e Humpata, sem passar pelo centro da cidade do Lubango.
Referiu que ao nível de pontes, disse, é importante que o Ministério da Construção e Obras Públicas disponibilize 600 metros de pontes metálicas para a montagem em estradas secundárias e terciárias, principalmenta na estrada Matal-Cuvango. AM