Está prevista a construção de mais dois mil fogos habitacionais na província do Kwanza-Norte, num espaço de aproximadamente 210 hectares

No quadro da construção das novas centralidades que estão a nascer em todo o território nacional, responsáveis, da Sonangol Imobiliária, encarregues da execução de vários projectos do Estado referentes à reabilitação de infra-estruturas e edificação, estão a percorrer o país, para constatarem as reservas fundiárias das províncias.

Nos últimos dias, os responsáveis da empresa estatal visitaram as províncias do Kwanza-Norte e Benguela para tomarem contacto com a situação. Nos municípios de Ndalatando e do Cazengo (Kwanza-Norte), a Sonangol Imobiliária inspeccionou as reservas fundiárias destas localidades e fez um relatório preliminar de avaliação topográfica estratégica, que vai permitir a implantação das centralidades urbanas nestas localidades.

No município sede da província, o espaço para a edificação da nova centralidade urbana está localizado na parte Sul da cidade de Ndalatando.

Na região, a equipa conferiu também os estudos topográficos já realizados, onde foram feitas as projecções das redes técnicas, tais como água, energia e saneamento básico de acordo com o plano de urbanização definido e aprovado pelo governo local. As dois localidades possuem 210 hectares, onde numa primeira fase serão edificados dois mil 870 fogos habitacionais. Estão disponibilizados mais de 200 hectares para se totalizar uma área de 400 hectares solicitada pela Sonangol Imobiliária para a construção de quatro mil fogos.

Cerca de cinco mil hectares estão destinados à urbanização e construção de infra-estruturas. Por outro lado, a província pretende edificar, num espaço de 10 mil hectares, projectos habitacionais, centrais e locais.

Benguela

Na província costeira de Benguela, o presidente do Conselho de Administração da Sonangol Imobiliária, Orlando Veloso, visitou as reservas fundiárias destinadas à construção, a partir de 2011, de 10 mil fogos habitacionais, no âmbito do Programa Nacional de Urbanismo e Habitação. Além do PCA da Sonangol Imobiliária, a delegação integrou ainda responsáveis da construtora China Internacional Trust and Investiment Corporation (CITIC), empresa que tem a responsabilidade de construir as habitações, enquanto a subsidiária da Sonangol Holding se encarrega da gestão do projecto.

Na região, a delegação inspeccionou as reservas fundiárias dos municípios de Benguela (sede), Lobito (zona alta da cidade) bem como da Baía Farta, cujo relatório preliminar de avaliação ambiental estratégico foi apresentado há nove meses em consulta pública que visou recolher contribuições para se enriquecer o dossier.

Além da visita aos espaços aprovados para a construção de habitações no Lobito, na povoação do Luongo, bem como na comuna da Catumbela, a comitiva inteirou-se do funcionamento de uma fábrica de casas pré-fabricadas com a capacidade de produzir duas residências por dia, que poderá contribuir para se alcançar a meta governamental, que compreende a construção de um milhão de fogos em todo o país, até 2012. Por sua vez, o director provincial do Urbanismo e Habitação em Benguela, Zacarias Camuenho, disse que a província está preparada para a materialização do programa habitacional. Na província, estão identificados cerca de 20 mil hectares, onde serão erguidas as novas centralidades urbanizadas e equipadas.

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