O processo de diversificação em curso no país, iniciado há sensivelmente seis anos, apesar de ter registado alguns avanços, hoje não segue o mesmo ritmo, devido às dificuldades que algumas indústrias enfrentam sobretudo na aquisição de matéria-prima para a produção de bens.
Entretanto, o Executivo tem dado sinal de que apesar da conjuntura económica e financeira difícil, quer promover o emprego e a geração de renda das famílias com aposta no sector produtivo nacional.
O plano de afectação de divisas ao sector produtivo, elaborado pelo Ministério da Economia e Planeamento, embora eficaz, ainda não está a produzir o efeito desejado, pois a maioria das empresas continua a espera da
efectivação desse programa.
Por exemplo, na Zona Económica Especial Luanda-Bengo, em Viana, é possível termos exemplos de que essa decisão do Executivo angolano não só é pertinente, como capaz de dar resultados positivos na actividade do sector privado.
É o caso da indústria de carpintaria (Inducarpim), que se dedica à produção de equipamentos de mobiliário. Com uma exposição de mobiliário diverso para quartos, salas, cozinhas e construção civil, a indústria nacional de carpintaria utiliza a matéria-prima local.
Segundo apurou o JE, essa fábrica acolhe os grandes mestres de carpintaria da província de Luanda, que muitos deles fabricavam mobílias de alta qualidade, nas antigas fábricas da Margol, Panga-Panga e Serração do Cazenga, levando os investidores da unidade fabril a apostarem fortemente
na produção nacional.
A unidade surge entre as primeiras do ramo industrial da ZEE de Viana, no quadro de um programa para reforçar o tecido industrial nacional, aumentar a oferta de emprego
e reduzir as importações.
O surgimento da ZEE de Viana, com um conjunto de indústrias de apoio principalmente ao sector da construção civil, com cerca de 1.400 empregos directos, é um indicador de que a crise económica e financeira está a obrigar a que as autoridades angolanas passassem a abordar de uma forma mais incisiva a questão do combate à dependência do petróleo
Assim, além da Inducarpim, encontram-se outras empresas a produzir ainda na ZEE, como a Indústria de Material Eléctrico, de Tubos de HDPE (Indubos) e a Mangotal a Indústria de Acessórios de PVC e PE (Transplás), a Vedatel, a Rio Sol, entre outras.