Dos 782 arquitectos formados e actualmente inscritos na Ordem, as universidades angolanas contribuíram com um total de 547 (69,05 por cento), isto até finais de 2014, segundo dados a que o JE teve acesso.

De acordo o referido documento, Portugal com 104 e Brasil com 28 representam 13,30 e 3,58 por cento da oferta formativa desta mão-de-obra especializada disponível no mercado.

Embora se apresentem com números baixos, países como Cuba, RDC, Rússia e Reino Unido também formam arquitectos angolanos.
O documento da ordem dos arquitectos admite que a preferência pelos locais de formação pode estar intimamente ligado ao conhecimento da cultura e domínio das línguas, facto que pode por si só explicar os quatro arquitectos, segundo o controlo, formados até aqui na vizinha África do Sul.

Já localmente, dos 547 profissionais controlados, 240 (43,88 por cento) foram formados pelas Universidades Agostinho Neto (UAN), 101 (18,46), Metodista de Angola (UMA) e 87 (15,90) Privada de Angola (UPRA) de Luanda. A Universidade Lusíada ficou com 12,43 por cento ou seja 68 arquitectos formados ao longo destes anos. Há ainda a Universidade Técnica de Angola (UTANGA) com 45 (8,23), enquanto a Upra em Cabinda formou já seis profissionais ou seja 1,10 por cento do total.

Outro importante registo sobre a formação de angolanos tem a ver com o facto de ao longo dos últimos 13 anos registar-se uma certa oscilação no licenciamento de profissionais.

A título de exemplo, em 2002 estavam licenciados em Angola 10 arquitectos. No ano seguinte, apenas novos seis profissionais estavam formados. Já 2004 com um registo de 20, pode ser considerado um ano de excelente referência. Seguiram-se 2005 com 35, 2006 com 25, 2007 com 53 e 2008 com 30.

O ano de 2009 proporcionou ao mercado novos 60 arquitectos. Em 2010 foram 31. De lá para cá, apenas 2014 registou 30 formados uma baixa significativa, pois que em 2011, 2012 e 2013 foram disponibilizados ao mercado 77, 91 e 137 arquitectos, respectivamente.

A cifra de 2013 (foi 137) representa até aqui um recorde de mão-de-obra especializada disponibilizada ao mercado pelas universidades locais.

Com isso não deixa de ser importante o facto das 22 escolas superiores licenciadas, Luanda apresentar-se com 15, Huíla e Benguela com duas cada. Já as províncias de Namibe, Cabinda e Huambo controlam uma escola cada.

Para a ordem, a existência destas escolas e a crescente realização de acções de refrescamento são indicativos de um exercício profissional capaz de dar resposta à procura local.