A rede hoteleira e similar em Angola está a crescer de forma significativa, na qual se destaca o segmento de restaurantes e similares, onde verifica-se maior progressão. Em Luanda, a distribuição da rede hoteleira e similar teve uma concentração em 35,5 por cento, seguindo-se as províncias de Benguela e Huíla com 20,8 e 13,4 por cento, respectivamente. Entretanto, os empreendimentos lançados no mercado têm ajudado na melhoria da oferta de empregos, sobretudo para os jovens que mais necessitam. Dos mais de 10 mil postos de trabalho criados no sector a nível do país a partir de 2014, a província de Luanda gerou mais empregos em comparação com as demais províncias, com mais de 70 por cento.
Apesar das dificuldades conjunturais do país, ainda assim surgem investidores no segmento da restauração, que pretendem contribuir para a elevação do número de postos trabalhos e ajudar a economia nacional a crescer, através da contribuição fiscal.
É o caso do grupo Mirangos, que inaugurou no passado sábado,15/07, um novo espaço, no município de Belas, ao Benfica (via expressa sentido Benfica-Viana, Rua 5), proporcionando a criação de inúmeros postos de trabalho à nacionais. A empresa tem um empreendimento, que engloba salão de festas (com capacidade para 350 pessoas), sala infantil, salão de beleza, cozinha industrial e restaurante.
O grupo Mirangos foi criado há três anos e tem como sócios,cidadãos angolanos.
O seu novo espaço ocupa uma área de 60/60, correspondente a 3.600 metros quadrados.
O administrador do grupo, Hélder dos Santos, disse que a expectativa de venda mensal está estimada em nove milhões de kwanzas, enquanto o de custos de vendas a 70 por cento.
Os produtos são adquiridos maioritariamente a nacionais, fornecedores e detentores de fazendas e em supermercados. “Os preços dos buffets variam de acordo com a escolha do cliente, pois temos três classes de buffets A, B e C”, afirmou Hélder Santos, que acrescentou que está disponível um pacote completo que ingloba a decoração, bebida e o buffet e salão de festas com o valor de 18 mil kwanzas por pessoa.
Questinado se a zona onde está implantado o empreendimento hoteleiro oferece maior atractividade, na medida em que à sua volta já existem estabelecimentos similares, confessou que não teme a concorrência, visto que os serviços são inovadores, associados aos preços e qualidade.
Ao implantar o empreendimento na zona, Hélder Santos afirmou que, antes, fizeram um estudo de viabilidade económica e financeira, atendendo o crescimento do Distrito do Benfica, cuja expansão é cada vez mais evidente, sobretudo da zona do Kifica e os residentes da Centralidade do Kilamba.