O actual ritmo para a conclusão das obras nas estradas nacionais, pode comprometer as metas do Plano de Desenvolvimento Nacional (2018/2022), que reservam a execução de cerca de 8 mil quilómetros (km) em quatro anos, uma média de 1.600 por ano.

Segundo o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, que falava esta semana, no II Conselho Consultivo do sector, nos últimos dois anos foram executados mais de 1.500 km de estradas, dos quais mais de 650 concluídos.
“Inauguramos mais 650 km de estradas de obras concluídas, mas em termos de colocação de asfalto foram executadas mais de 1.500 km, cifra que está muito aquém daquilo que é o programa”, disse.
Manuel Tavares de Almeida destaca que as projecções feitas tiveram em conta o histórico que vinha dos anos anteriores, quando o país tinham grandes receitas por via da venda do petróleo.
O orçamento do Ministério da Construção e Obras Públicas “baixou significativamente”, o que leva com que os cerca de 8 mil km que seriam executados em quatro anos, poderão não ser alcançados.
Por outro lado, o governante mostrou-se preocupado com o elevado preço dos matérias de construção, que têm encarecido as obras. “Por exemplo, o ministro destacou o betume que tem um peso muito grande na execução das obras e tem um preço muito alto e significativo na construção das estradas”, disse Manuel Tavares de Almeida.

Desafios estruturantes


Dada esta restrição orçamental, anunciou Manuel Tavares de Almeida, o sector optará pela conclusão dos projectos estruturantes considerados de prioridade máxima, nomeadamente as Estradas Nacionais EN100, no troço Cabo/Lobito, EN180 Dundo/Saurimo/Dala, EN225 Catata/Lóvua, EN321 Maria Teresa/Dondo bem como a EN280 Cuchi/Cutato.
“Estamos a desenvolver esforços no sentido de captar recursos financeiros para iniciar outros eixos estruturantes para a economia, como as estradas nacionais EN140 e EN295 para a ligação Caiundo a Dirico, EN230 Malanje/Saurimo e a EN120 Mbanza Kongo/Nóqui”, avançou.
Com vista a conservação das infra-estruturas rodoviárias, o ministro da Construção e Obras Públicas disse que será também priorizada a execução integral do Programa de Salvação de Estradas cuja contratação “já foi feita”.
O sector está a trabalhar com vista a revisão do Plano Rodoviário Nacional e do Estatuto de Estradas de Angola, o que vai permitir identificar e definir a rede rodoviária que estará sob responsabilidade directa do Instituto de Estradas de Angola para a construção, reabilitação e dos serviços de conservação e manutenção.