Especialistas versados em biodiversidade consideram que Angola possui um potencial na conservação das espécies em África, dado o seu posicionamento na Região Austral da uperfície territorial, aliado a diversidade de ecossistema composta por animais terrestres, marinhos e costeira que contribuem para o reforço da economia.
A informação foi recentemente avançada em Luanda, pela ministra do Ambiente, Paula Coelho, que acrescentou que a notória gestão florestal em Angola tem como base da conservação da biodiversidade para a retenção de carbono, mitigação das acções de alterações climáticas, bem como a valorização da economia das florestas.
A dirigente que falava durante o Dia Mundial da Biodiversidade, celebrado no passado dia 22 deste mês, solicita que seja redobrada a protecção da biodiversidade dada a sua importância no desenvolvimento sustentável global.
Afirmou que o Governo está atento e consciente do “alto valor” da biodiversidade relativo ao ecológico, genético, social e científico na contribuição para economia do país.
Numa altura que se realizava um seminário sobre a “Avaliação da estratégia e do programa do país” numa co-organização do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), e o Ministério da Agricultura e Florestas considerou estas instituições de grande relevância para potenciar o capital humano.
Assim como garantir a segurança alimentar, produtividade agrícola e florestal, a equidade e equilíbrio no género e empoderamento das mulheres no sector produtivo, e a sociedade civil.
Paula Francisco, realçou na altura que a integração sectorial é uma base para a inclusão de projectos de desenvolvimento agro-ecológicos, dada a sustentabilidade ambiental, alteração climáticas e protecção dos solos.
Apelou para o uso racional das floresta num ritmo que possa manter um resultado eficaz na sua regeneração, vitalidade e um potencial para que em fases seguintes prevaleçam as funções ecológicas, económicas e sociais.
Reforçou na ocasião que toda abordagem a avaliação do Fida coincida com o Plano Nacional de Desenvolvimento onde o destaque recai para a segurança alimentar, ambiental e florestal, onde as necessidades económicas não sobreponham a necessidade ambiental.
É dado assente que o Executivo angolano vai dar continuidade ao alinhamento da suficiência económica e da sustentabilidade ambiental em todas esferas de produtividade.
Deste modo, disse a dirigente, cumprir-se-ão os preceitos da Constituição angolana que enfatiza que todos têm direito de viver num meio livre e justo, no âmbito da diversificação económica e valorização do meio ambiental conjugado com a Agenda da União Africana e as metas de Desenvolvimento Sustentável.