A subida do preço do saco de cimento, na província do Moxico, continua a preocupar a população, desde o mês de Junho, quando o produto passou de 1.500 kwanza para 3.500, o que tem provocado a paralisação de várias obras.
O JE fez uma ronda nos armazéns e lojas que exercem as actividades de venda do cimento, verificou-se que o saco de 25 quilogramas está entre 3.200 a 3.500 kwanzas desde do arranque do II trimestre do ano em curso.
A subida do preço do cimento está a criar vários constrangimentos para aquelas famílias que estão a construir casas próprias, bem como empreiteiros em obras de grande impacto na província.
Durante a ronda, notou-se um vazio nos estabelecimentos comercias, o número de pessoas que compram o cimento diariamente é inferior em relação ao passado.
O revendedor de origem Mauritânia, Paulino Jaime, afirmou que diariamente vende apenas três a cinco sacos, e tem dias que não se regista nenhuma saída do produto.
O comerciante disse que o preço de compra também subiu, por isso é que vende a 3.500 kwanzas, visto que os custos de transportação são elevados.

Clientes lamentam

O cliente Ilídio Quintas de 26 anos, lamentou pelo preço que tem comprado o cimento, o que tem criado dificuldades para acabar a sua casa no bairro Sinai Novo arredores da cidade do Luena.
O jovem gastou sete mil kwanzas para comprar dois sacos de 25 quilogramas cada, que antes com este valor podia ter o dobro de sacos e permitiria um grande avanço na sua residência.
De acordo com Ilídio Quintas, os preços praticados são exorbitantes tendo em conta que o nosso país tem várias fábricas de cimento e uma delas foi inaugurada ainda este ano.
Várias obras, que estão a ser desenvolvidas no âmbito do Programa de Investimento Público, no domínio da engenharia e construção civil encontra-se em fase lenta devido a situação.
Nos bairros periféricos da cidade do Luena são visíveis imagens de residências em obras paradas pelo facto do preço do cimento ter subido de forma exorbitante.
Nos locais de venda é visível a pouca procura do produto, que antes as pessoas compravam em grandes quantidades.