O Ministério da Indústria está apostado na criação e fomento da pequena indústria rural, num programa, já em curso, denominado “Profir”, que visa assegurar o escoamento do excedente do campo, promover o empreendedorismo e a melhoria das condições sócio-económicas no campo.
O anúncio foi feito pelo assessor da ministra da Indústria, Luís Ribeiro, quando apresentava sexta-feira última, na Feira Internacional de Benguela (FIB), o painel sobre o fomento da indústria, inserido no quadro das abordagens do tema o “Fomento da indústria nacional rumo à diversificação da economia”.
Segundo o orador, o país tem condições políticas e económicas para se fazer indústrias, mas tem que se trabalhar na criação de condições financeiras para o seu fomento e sustentabilidade.
Luís Ribeiro disse que, o Profir vai estabelecer parques industriais modelos nos municípios, com unidades produtivas que ocupam 150 metros quadrados cada, com apenas duas portas, que vão comprar os produtos agrícolas para transformação, bem como estabelecer contratos de produção com associações e produtores para assegurar apoio técnico aos empresários.
A comuna da Canjala, em Benguela, indicou, é exemplo disso, cuja primeira fábrica de óleo de palma vai ser inaugurada dentro em breve, por ser aquela zona uma área de excelência na produção de dendém, desde os tempos mais longínquos.
Informou que, na comuna da Canjala existem palmares que datam de há 50 anos e, a ideia do Profir será a substituição daquelas por palmeiras híbridas que, depois de dois anos podem produzir dendém.
Disse ainda que, o ministério entendeu instalar as indústrias tendo em conta a predominância da produção local, estratégia que vai contribuir no aumento da renda dos produtores, “pois quanto mais render, mais necessidades surgem e maior
será o nível de consumo”.
Segundo ainda Luís Ribeiro, aí onde houver produção de milho, mandioca ou de algodão, se deve ter em conta a especificidade da produção.