O Sector da Energia e Águas joga um papel preponderante na prossecução dos objectivos globais definidos na “Estratégia Angola 2025”, na medida em que contém dois subsectores de infra-estrutura básica, cuja dimensão e desempenho condicionam o desenvolvimento harmonioso do país, segundo consta do plano de acção do ministério de tutela 2013/2017.

Com isso, afigurava-se essencial dar prioridade ao aumento da capacidade de geração, com destaque para os projectos estruturantes de ampliação da Barragem de Cambambe, a construção da Barragem de Laúca e o Ciclo Combinado do Soyo que juntos poderão produzir 5 mil mega watts, além das redes de transporte que vão permitir o escoamento da potência a produzir nestes aproveitamentos.
Apesar da crise financeira que se regista no país, as obras de edificação da Barragem de Laúca decorrem a bom ritmo, sem quaisquer constrangimentos e que tudo aponta para o cumprimento dos prazos estabelecidos, segundo fez saber recentemente o titular da pasta, João Baptista Borges. “Com estes projectos, a meta é permitir que pelo menos 14 milhões de angolanos, que corresponde a 70 por cento da população, tenha acesso à energia eléctrica até 2025”.
Dados divulgados em Abril do ano passado pelo director do complexo, Elias Estévão, apontavam que as obras de engenharia civil da Central de Laúca estavam executadas na ordem dos 77 por cento, enquanto as obras electromecânicas à volta de 46. O projecto prevê gerar energia eléctrica no I semestre de 2017 e terá uma capacidade de 2.070 megawatts.
O enchimento da albufeira da Barragem de Laúca começa a partir do próximo mês do corrente ano no sentido de permitir que a partir de Julho possa iniciar o processo de geração de dois mil megawatts que vão dar uma estabilidade ao sistema e reduzir de modo expressivo o défice de energia que se regista em todo o país. Está ainda prevista a construção de uma linha de transporte de alta tensão nos próximos 18 meses entre Laúca e a província do Huambo.
Na Barragem de Cambambe decorre com normalidade o processo de instalação de equipamentos cujos níveis de produção da central I e II de Cambambe situam-se nos 180 megawatts, oferta considerada ainda abaixo da procura. Para o Ciclo Combinado do Soyo foi aplicado um investimento de mil milhões de dólares, que poderá produzir até 120 megawatts de energia. Está ainda prevista a construção de uma linha de transporte de alta tensão nos próximos 18 meses entre Laúca e a província do Huambo.

Águas
Alinhado aos objectivos do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017 no subsector das águas o Minea pretende dar continuidade aos trabalhos de reforço dos sistemas urbanos de abastecimento de água às sedes municipais e garantir o acesso de pessoas ao “precioso líquido”, por via dos vários actos de consignações que ocorreram em pelo menos 11 províncias.
Prevê-se igualmente um incremento progressivo na monitorização sistemática da qualidade da água para consumo humano com a contratação de assistência técnica específica, de modo a que o nível de controlo seja de 70 por cento nas zonas urbanas e 40 nas zonas rurais, no final de 2017.
Dados apontam que a meta é a construção de no mínimo dois novos laboratórios provinciais por cada ano, de modo a que no final de 2017, 16 províncias estejam dotadas dos respectivos laboratórios provinciais. Até Dezembro de 2017 prevê-se a construção de três laboratórios, perfazendo um total de 8 províncias.

Confiança
Durante o seu discurso de fim de ano, o ministro João Baptista Borges referiu que a conclusão das obras preconizadas pelo seu pelouro significará um marco no processo de estabilização do fornecimento de energia em Angola “e estamos convencidos que para a história ficará uma linha divisória entre o antes e o depois de 2017, ano em que os projectos entram em operação”.
O governante considera que comprometer os “timings” de execução, sobretudo destas obras, seria como colocar um entrave em toda a engrenagem de desenvolvimento do país.
“Os sectores como a Indústria, a Agricultura, Telecomunicações, Saúde, Educação, Geologia e Minas aguardam por mais energia para laborarem num cenário diferente e poderem melhorar os seus indicadores”, sublinhou.