A rede hoteleira e similar em Angola cresceu de forma significativa no ano de 2012, um facto que se verificou igualmente no período homólogo. A informação consta do “Boletim estatístico do mercado hoteleiro e turístico de Angola”, publicação do Ministério da Hotelaria e Turismo, na sua edição referente a 2013. Segundo a fonte, durante o ano em referência, no domínio hoteleiro estiveram em funcionamento 5.513 unidades classificadas para o turismo, representando, assim, um acréscimo de 602 novas unidades em comparação ao ano anterior.

No ramo de restaurantes e similares, verificou-se maior crescimento com mais de 500, seguindo-se as pensões com mais de 20 e hotéis com 13 unidades. No que diz respeito à distribuição da rede hoteleira e similar do país, a província de Luanda deteve a maior concentração da rede com 35,5 por cento, seguindo-se as províncias de Benguela e Huíla com 20,8 e 13,4 por cento, respectivamente.

Alojamento
Quanto ao alojamento, os resultados alcançados pelas unidades hoteleiras e meios complementares, apontam que em 2012, registou-se 982.000 hóspedes, correspondendo a um acréscimo de 76.000 em comparação ao ano de 2011. O total de dormidas associadas às deslocações turísticas atingiu a cifra de 2,8 milhões, o que corresponde a um acréscimo de 89.000 em comparação ao ano anterior. Em termos de tipificação dos meios de alojamento, os hotéis registaram 1.853 dormidas e foram os mais utilizados pelos turistas.

A oferta turística nas unidades hoteleiras e similares em 2012 atingiu 997.400 quartos disponíveis, representando 58,7 por centonas pensões e meios complementares de alojamento e 41,3 por cento nos hotéis. A taxa média de ocupação de quartos em todas unidades hoteleiras foi de 82,6 por cento e 74,8 para as camas.

Geração de emprego
Em consequência do crescimento do ramo hoteleiro em 2012, os dados dos operadores do sector privado indicam que, neste período, o emprego atingiu a cifra de 157.900, correspondendo a um aumento de 8,5 por cento, proporcionando, assim, a criação de 12.300 novos postos de trabalho, em comparação com o ano de 2011. A geração emprego no sexo masculino predominou em relação ao feminino com 55 por cento.

A província de Luanda gerou mais empregos em comparação com as demais províncias, com 76,1 por cento, seguindo-se as províncias da Huíla e Benguela com 5,8 e 5,4 por cento, respectivamente.

Em termos de distribuição de emprego por tipo de unidades, verificou-se que os restaurantes e similares com 41,6 por cento correspondeu os valores mais elevados, seguindo-se os hotéis com 26,3. O valor das despesas com salários suportados no sector privado atingiu o montante de 16,1 mil milhões de kwanzas.

No biénio 2011 a 2012, constatou-se uma subida média de emprego na ordem dos 6,6 por cento, o que corresponde a um acréscimo no crescimento médio na ordem de 2,7 por cento, em comparação ao crescimento verificado no biénio anterior.

Negócio
O volume de negócios realizado pelo sector privado em 2012, atingiu a cifra de 79,4 mil milhões de kwanzas (836 milhões de dólares). Nesta conformidade, evidenciou-se uma evolução positiva de 14,5 mil milhões de kwanzas (152,3 milhões de dólares) em comparação a 2011.

O segmento de restauração e similares destacou-se com 33,3 por cento seguido dos hotéis com 25,8 por cento. Em conformidade com os dados da balança de pagamentos de 2012, a rubrica das viagens, uma componente da conta de serviços, registou um lucro de 533,3 mil milhões de kwanzas; contra 45,4 mil milhões de kwanzas do ano 2011, representando um crescimento na ordem de 17,5 por cento.

A maior parte dos turistas vem a Angola por motivos de negócios e serviços, aponta-se como factores que estiveram na base deste aumento, a consolidação da estabilidade macroeconómica do país que tem propiciado maior atracção do investimento estrangeiro. De 2011 para 2012, houve um ligeiro aumento de 9,3 por cento, nas receitas.