Cerca de 2.000 quilómetros de linha-férrea serão construídos nos próximos tempos, interligando os três caminhos-de-ferro existentes, nomeadamente o Caminho-de-Ferro de Luanda (CFL), de Benguela (CFB) e de Moçâmedes (CFM), bem como a sua extensão para os países vizinhos.

Segundo o secretário de Estado para os Transportes Terrestres, José João Kovingua, que anunciou recentemente a empreitada, o projecto exigirá a participação de investidores privados, para o êxito deste ambicioso projecto, que visa contribuir para o crescimento sustentável da sub-região do continente africano.

Prevê-se a promoção e instalação de plataformas logísticas ao longo das linhas férreas, nos principais centros urbanos; construção de ramais ferroviários para grandes indústrias, complexos mineiros ou centrais de energia.

O governante sublinhou que a estratégia do sector dos transportes para o período 2013-2017, constante no Plano Nacional de Desenvolvimento, contempla potenciais áreas para o investimento público e privado, principalmente na criação de várias infra-estruturas. Este projecto, prosseguiu, prevê dotar o país, com uma rede de transportes adequada aos objectivos do crescimento do mercado nacional e regional, além de consolidar uma rede estruturada de transportes públicos de passageiros aos níveis municipal, provincial, inter-provincial e das cidades.

Aposta
Está prevista também a construção da Rede Nacional de Plataformas Logísticas (RNPL), que na visão de José João Kovingua, será associado as redes modais de transporte com a rede de logística, constituindo o interface físico entre os transportes e a logística porque interliga as diferentes vertentes da economia, nomeadamente a produção, armazenamento, consolidação e distribuição dos produtos no mercado.

Áreas para investimento
Segundo o secretário de Estado para os Transportes Terrestres, a implementação do sistema de cabotagem no Norte de Angola; construção do novo porto na Barra do Dande e a construção de terminais marítimos/terrestres na orla marítima angolana são áreas em que os potenciais investidores devem apostar. Neste segmento foram construídos e estão já em funcionamento os terminais marítimos e terrestres do Porto de Luanda, Macoco, Kapossoca e Chicala. Ainda na província de Luanda está prevista a conclusão dos terminais do Mussulo, Benfica, Museu da Escravatura, Cacuaco e Panguila.

O projecto vai se estender a todo o litoral do país, designadamente, a Cabinda, Soyo, Nzeto, Nóqui, Pedra do Feitiço, Estação da Defa, Ambriz, Barra do Dande, Porto Amboim, Lobito, Benguela e Namibe.

No segmento rodoviário está projectada a construção de terminais rodoviários em todo o país, onde foram definidos dois padrões de terminais, sendo de tipologia expandida, onde prevê espaços alargados e deve ser implementado nas cidades de maior vocação turística ou pólos económicos regionais.