O governo provincial de Benguela está empenhado no relançamento do projecto imobiliário designado por “Benguela Blue Ocean”, numa área total de 1.350 hectares, com capacidade de acolher 20.000 habitantes, junto à zona balnear do centro turístico da Baía Azul, no município da Baía Farta.

  Segundo o governador local, Isaac Maria dos Anjos, os lotes de terreno deverão ser comercializados a um valor inicial de um milhão de kwanzas já a partir de Março próximo, podendo os interessados comparticipar na infra-estruturação da zona.

Modernidade  
O espaço deverá albergar, entre outras infra-estruturas, um complexo habitacional moderno em condições de acolher delegações provenientes dos países integrados no Corredor de Desenvolvimento Económico do Lobito, que parte da cidade ferroportuária, através dos Caminhos-de-Ferro de Benguela, em direcção às regiões mineiras de Catanga (RDC) e Copperbelt (Zâmbia).

Destacou a importância da contribuição dos futuros moradores da zona para a prossecução deste intento, salientando que ainda este mês será instalado um contentor para a prestação de informação a todos quantos estiverem interessados na compra de parcelas de terra.

Satisfação
A administradora municipal da Baía Farta, Maria João, mostrou-se satisfeita pela possibilidade de reactivação do projecto, que será uma mais-valia para a localidade. Dos 1.350 hectares do projecto, 600 destes estendem-se ao longo de um planalto quase desértico, dando vista ao mar.

Inclui, entre outras infra-estruturas, habitações multi e uni-familiares, banda/geminada e uma área destinada à hotelaria.

A implantação da nova urbe na zona circundante à Baía Azul teve como principais atractivos a tradição industrial da província de Benguela, o legado histórico das suas principais cidades (Benguela e Lobito), a que se junta o Aeroporto Internacional da Catumbela e o Porto do Lobito.

Promoção imobiliária  
O ordenamento da reserva fundiária Sul de Benguela contempla 37 hectares de espaço verde, com vista a proporcionar melhores condições ambientais aos futuros moradores da área, onde está prevista a construção de uma centralidade.

O facto foi dado a conhecer pelo governador provincial de Benguela, Isaac Maria dos Anjos, durante uma visita realizada à zona, num total de 4.799 hectares.

Segundo Isaac dos Anjos, a centralidade que vai surgir naquela reserva fundiária contará com edifícios com andares uni-familiares em parcelas de terra de 1.000 metros quadrados, cuja comercialização começa a partir de Março no valor de 27 mil kwanzas.

O governante explicou que a localidade contará com uma marginal que abrange as parcelas 19, 15, 11 e 30, onde deverão ser implementados projectos ligados ao sector industrial, comércio e de prestação de serviços.

“A marginal do Mormolo corresponde com a área adjacente à Estrada Nacional 250, que liga a cidade de Benguela ao Lubango”, disse, acrescentando que, próximo daquele perímetro será construída uma auto-estrada periférica de Benguela que vai ligar as cidades do litoral.

O governador provincial de Benguela frisou que o talhão número 31 com 866 lotes ordenados está já a receber antigos moradores dos bairros da Ilha e do Uche Antigo, que se encontravam em zonas de risco.
 
Mais-valia
O empresário do ramo da construção civil Carlos Cardoso disse, por sua vez, tratar-se de um projecto de grande gabarito na província de Benguela e que vai dar maior valorização às populações.

O processo de elaboração da proposta de ordenamento da reserva fundiária Sul de Benguela teve início a 13 de Julho de 2013, por orientação e supervisão do governador provincial Isaac Maria dos Anjos.

A 8 de Novembro do mesmo ano foi publicada em Diário da República II série número 42 o alvará de parcelamento aprovado pelo governo provincial de Benguela, cumprindo assim um conjunto de pressupostos legais para garantir direitos de posse reais aos beneficiários.

A reserva fundiária, na qual estão projectadas 31 parcelas, contará com cinco redes viárias principais com 60 metros de largura e outras 13 redes de estradas secundárias com 28 metros.