O sector industrial, com 54 escolas, lidera o ranking do ensino técnico-profissional e tecnológico em Angola, soube a Angop. O facto foi revelado na passada segunda-feira, em Brasília, Brasil, pela directora nacional do ensino técnico profissional do Ministério da Educação, Julieta Octávio, durante a reunião técnica da CPLP sobre os desafios no ensino profissional. O sector industrial, com 54 escolas, lidera o ranking do ensino técnico-profissional e tecnológico em Angola, soube a Angop.
O facto foi revelado na passada segunda-feira, em Brasília, Brasil, pela directora nacional do ensino técnico profissional do Ministério da Educação, Julieta Octávio, durante a reunião técnica da CPLP sobre os
desafios no ensino profissional.
De acordo com a responsável, que apresentava a relação entre o ensino técnico profissional e o género, atrás do sector industrial seguem-se a rede nacional das escolas técnicas públicas na área de administração e serviços, que conta com 32 escolas, a saúde (20), a agro-pecuária (12) e o ramo das
artes (1), respectivamente.
Durante a reunião, Angola apresentou a sua visão sobre o uso das tecnologias na gestão das escolas técnicas profissionais, com base no sistema de informação de gestão do Ministério da Educação, que detalha a ligação existente entre o pelouro e as direcções provinciais, bem como as escolas em
termos da gestão de dados.
Os participantes tiveram a oportunidade de conhecer o programa nacional de formação de quadros, que visa a promoção do emprego e a valorização dos recursos humanos nacionais.
Os resultados da reunião foram transmitidos ao embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme, pela delegação angolana, que deu a conhecer que os participantes decidiram entre outras acções, partilhar a curto prazo as boas práticas e experiências sobre o empreendedorismo, necessidades educativas especiais e questões do género.
Na ocasião, o embaixador angolano mostrou à delegação do Ministério da Educação as oportunidades de formação existentes em Goiânia (Brasil) para a formação de gestores de base de dados a nível do ensino profissional, tendo exortado a divulgação da realidade angolana em termos de formação
profissional e tecnológica.
Conforme a decisão desta reunião, deverão ser realizadas periodicamente as jornadas de ensino profissional e tecnológico da CPLP.

Milhares de emprego

Desde a conquista da paz em 2002, o Executivo angolano tem implementado em todo o país programas de formação profissional, dirigidos sobretudo a jovens para a sua integração no mercado de trabalho.
Segundo o Jornal de Angola, é por intermédio do Sistema Nacional de Formação Profissional, um mecanismo inserido no programa de modernização e desenvolvimento do país, que se procura estimular a criação de empregos e concretizar
o sonho de muitas famílias.
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) conta actualmente com estruturas descentralizadas em 18 serviços provinciais, 31 centros de formação profissional, 14 centros Integrados de Emprego e Formação Profissional, 35 centros móveis, 61 pavilhões
de formação em Artes e Ofícios.
O Inefop, além dos centros públicos, tem igualmente registadas 35 instituições de outros organismos e 459 centros privados.
Desde 2013 até ao I trimestre de 2017, a rede de centros de formação aumentou em 17 por cento, passando de 541 para 635.
No período acima referido, foram inscritos um total de 376.346 formandos dos quais 259.107 do sexo masculino e 117.339 do sexo feminino, em
137 especialidades disponíveis.
O nível de aproveitamento dos formandos foi de 82 por cento, enquanto a taxa de participação das mulheres
nos cursos foi de 32 por cento.