As obras da segunda fase do projecto de modernização do Porto do Namibe, que contemplam 240 metros de cais e a pavimentação do parque de contentores existente têm início previsto para o mês de Março.
Para o efeito uma delegação do Ministério dos Transportes, encabeçada pelo director-geral do Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), Victor Alexandre de Carvalho, trabalhou, recentemente, em Tóquio, capital do Japão, com o objetivo de fazer o acompanhamento da abertura da proposta de preço e a adjudicação da empreiteira japonesa, TOA Corporation, selecionada por concurso público,
para executar os trabalhos.
Uma nota do Ministério dos Transportes a que o JE teve acesso revela que, o projecto de modernização do Porto do Namibe resulta de um “acordo de doação” avaliado em cerca de 20 milhões de dólares norte-americanos.
Assinado em 2017, entre a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e o Instituto Marítimo e Portuário de Angola (IMPA), o financiamento tem como finalidade contribuir para o arranque da segunda fase da empreitada.

Parceria estratégica
O acordo, inserido no programa de reabilitação, expansão e modernização dos portos de Angola, foi rubricado em 2016, entre o Governo de Angola (representado pelo Ministério das Relações Exteriores) e o Governo do Japão (representado pela Embaixada
daquele país em Angola).
O protocolo entre os dois governos, ressalta a fonte, contemplou a Empresa Portuária do Namibe, nomeadamente no que refere a reabilitação total do cais com comprimento de 480 metros, dividido em duas fases, tendo concluído os trabalhos da primeira fase em 2011.
Na primeira fase de execução da modernização do porto, revela a fonte, foram reabilitados os primeiros 240 metros de cais, estando os mesmos actualmente em funcionamento nos termos de um contrato de concessão com a empresa SOGESTER.
Ao falar no acto da adjudicação da empreitada em Tóquio, reela a a nota, o director-geral do IMPA, Victor Alexandre de Carvalho, argumentou que o projecto de modernização do Porto do Namibe insere-se no programa de reabilitação geral das infraestruturas do país, em particular no sector dos Transportes, com ênfase ao ramo marítimo e portuário.
Já o embaixador de Angola no Japão, João Miguel Vahekeni, destacou a importância da diplomacia económica e a disponibilidade de apoio face às oportunidades que o Governo japonês oferece, nos mais variados domínios da cooperação.
O Porto do Namibe pretende assumir-se como um dos mais dinâmicos e competitivos portos africanos do Atlântico Sul, constituindo-se como um pólo de desenvolvimento industrial, logístico e de serviços do Sul de Angola e como porto de referência da África Meridional.
Este porto tinha como objectivo garantir ao comércio externo e de cabotagem do país a carga e descarga de mercadorias e a sua armazenagem, bem como a prestação de serviços auxiliares à carga e à navegação, com eficiência e menores custos.