O Instituto de Desenvolvimento agrário (IDA) e as Estações de Desenvolvimento Agrários (EDA) apoiaram recentemente à empresa multinacional Syngenta e a Organização Não Governamental World Vision Angola, na apresentação pública dos ensaios das sementes de variedades melhoradas de milho e herbicidas.
O ensaio oficial teve lugar nas províncias de Luanda, Huambo, Bié com o propósito de aumentar os níveis de produtividade e melhoria da qualidade do grão produzido por hectare e melhorar desta forma a segurança alimentar.
Segundo o documento que o JE teve acesso, revela que a primeira sessão de apresentação dos resultados da experiência científica teve lugar em Luanda, no Ministério da Agricultura, que contou com a presença de membros do Governo, representantes de instituições públicas e privadas e Ong.
Os resultados serão exibidos num acto público a ter lugar na província do Huambo, enquanto a terceira e última sessão será realizada na cidade do Cuito (Bié).
De acordo com os representantes da multinacional Syngenta e a Ong World Vision Angola as pesquisas laboratoriais e trabalhos de campo tiveram como objectivo principal, as sementes de variedades melhoradas de milho, batata rena e hortícolas, assim como produtos fitossanitários que tiveram lugar nos municípios do Chinguar (província do Bié), Ecunha, Caála e Lunduimbali (Huambo), Ganda (Benguela) e Gabela (Cuanza Sul).
Consta que, um dos principais componentes do programa consistiu na realização de ensaios nas lavras dos produtores e a mobilização de agricultores para trabalhos de campo, em colaboração com os dos serviços de extensão rural do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA) e as Estações de Desenvolvimento Agrícola (EDA).
Para assegurar a produtividade o Ministério da Agricultura vai a partir deste ano, implementar o processo de correcção dos solos, para aumentar a produtividade e criar melhores condições para os camponeses trabalharem a terra.
“A correcção dos solos vai facilitar a descoberta de solos aráveis para o cultivo de um determinado produto. Existe já uma equipa de técnicos agrónomos preparada para desenvolver este trabalho”.

Importação de sementes
A importação destes fertilizantes é resultado de um memorando assinado entre os governos de Angola e Marrocos, vai permitir a importação de fertilizantes daquele país, o que permitirá que todos os meses, navios carregados atraquem nos portos angolanos, com fertilizantes até 150 mil toneladas todos os anos.
A quantidade negociada com Marrocos representa dez vezes mais que as necessidades normalmente adquiridas por Angola com o stock existente, e reduzir os preços aos camponeses.
O ministro da agricultura Marcos Nhunga, referiu que o carregamento representa um passo significativo para tornar as áreas agrícolas mais produtivas, aliado ao “bom preço” negociado
com os marroquinos.
O dirigente destacou o envolvimento do Ministério da Agricultura no programa de importação de fertilizantes para permitir um preço competitivo reflectindo no consumidor final.
A fonte, revelou que a empresa fornecedora, designada OCP, estabeleceu um preço de 330 dólares (cerca de 55 mil kwanzas) por tonelada com garantia de transporte até aos Portos de Luanda e Lobito, segundo a Unidade Técnica de Apoio ao Investimento Privado (UTAIP) no Ministério da Agricultura.
Referiu que houve com este acordo, a redução do preço que sai de 35 mil kwanzas por saco de 50 quilos para 6.500, que é o preço que está a ser praticado agora no mercado. Luanda, será o ponto central, onde alguns importadores criaram centros logísticos, os fertilizantes serão transportados aos diferentes pontos de distribuição para os produtores.
No contexto da produção agrícola, a par das sementes, que representa um dos factores mais importantes para assegurar com êxito a produção alimentar, a fertilidade dos solos, a nutrição e adubação são componentes essenciais que são acautelados para permitir um sistema de produção eficiente, lembrou António Sozinho, da Utaip do Ministério da Agricultura.