O Ministério da Agricultura e Florestas está a trabalhar em parceria com os grandes produtores no sentido de multiplicar as sementes de vários tipos, para assegurar o sucesso da próxima campanha agrícola e reduzir o recurso à sua importação, a informação foi avançada ao JE, pelo assessor daquela instituição António Sozinho.
O sector produtivo seleccionou na província do Cuanza Sul mais concretamente na localidade de Kibala, duas fazendas que estão a trabalhar no sentido de aumentarem a produção de sementes de milho e de soja.
No município da Chibia (Huíla), está em curso numa parceria público-privada em que envolve a fazenda “Jardim”, para a multiplicação da batata-rena.
“Nos próximos quatro anos queremos produzir localmente sementes de qualidade adequadas às nossas condições climáticas, de modo a reduzir a nossa dependência deste importante factor de produção, já que o país não produz a sua própria semente”, disse.
Segundo a fonte, na região de Malanje decorre o incremento de sementes de arroz, milho, para que a colheita atinja os objectivos preconizados e garanta a segurança alimentar.
A actuação vai ainda abranger as principais regiões onde estão concentrados os grandes produtores de cereais, milho e feijão.
Ao todo, consta do roteiro seleccionado o corredor da Kibala, (Cuanza Sul), Caála (Huambo), até ao Norte da província da Huíla e Malanje onde estão implementados grandes produtores.

Fim à importação
O Governo angolano pretende pôr um fim à importação de sementes para a agricultura e, assim, dinamizar a instalação de empresas especializadas na produção de sementes e os agricultores utilizem sementes nacionais certificadas.
“O país não está bem em termos de produção de sementes. Quando falamos de sementes certificadas, de um modo geral, esta semente é importada e ainda é em quantidades consideráveis”, frisou.
Angola importa sobretudo sementes de milho, feijão e hortícolas e o Executivo está a dinamizar o controlo das sementes que entram no país, para acabar com entrada da semente por via do mercado informal.
A intenção do Ministério da Agricultura e Florestas é promover a criação de mais empresas de sementes.

Assistência técnica
Mais de dois milhões de famílias angolanas vivem da agricultura, sector que emprega quase 2,4 milhões de pessoas e que conta com 13 mil explorações empresariais.
Recentemente, a Comissária para a Economia Rural e Agricultura da União Africana, a angolana Josefa Sacko afirmou que, Angola é dos países do continente que não está a progredir em termos de desenvolvimento agrícola.
No decurso do ano agrícola 2017/2018 foram assistidas 1.042.355 famílias através do programa de extensão e desenvolvimento rural, e no quadro dos projectos de financiamento externo.