O Sistema Nacional de Vigilância Marítima (SINAVIM) vai criar as condições para a implementação de um “sistema de vigilância e informações”, instrumentos que vão dar resposta ao desenvolvimento de um conceito alargado de segurança preventiva, na fronteira marítima de Angola. A informação foi avançada pelo ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, quando dissertava o tema “Melhorar a segurança humana marítima na bacia Atlântica”, num encontro realizado recentemente em Luanda.

Segundo o governante, este sistema tem como objectivo a vigilância e controlo do espaço marítimo, desde as suas águas interiores até à zona económica exclusiva, além de ter recursos essenciais e necessários para fazer valer o “Estado de direito no mar”, através de uma presença física e vigilância electrónica permanente das suas águas, capacitando-se para responder eficazmente a situações que possam acontecer dentro da sua área de jurisdição marítima.

“Como é do conhecimento geral, a segurança no mar é um tema que faz parte da agenda internacional actual. A paz mundial e a prosperidade dos países dependem, em grande medida, da segurança no âmbito marítimo global — portos, costas, águas territoriais e alto mar”, sublinhou.
Para ele, as novas estratégias marítimas nacionais que vão emergindo no mundo têm sido concebidas para reconhecer as mudanças e os desafios provenientes da globalização nos mares.

Importância
Na visão do governante, o aumento progressivo da actividade marítima ao longo dos séculos produziu um sistema internacional de comércio de tamanho e vivacidade “prodigiosos”, uma vez que tem sido maior e mais importante o papel que o mar tem no desenvolvimento dos países.

Segundo indica, cada ano perto de 50 mil navios de grande porte navegam na bacia atlântica, transportando quase 80 por cento do comércio mundial, incluindo 60 por cento de todo o petróleo produzido, e mais de 11 milhões de passageiros.

O ministro dos Transportes entende que a dimensão intercontinental, as especificidades regionais e o facto de ser um oceano “ultra-profundo”, são características distintivas únicas que podem ser consideradas como o “ADN” da bacia Atlântica.

O responsável defende parcerias em várias vertentes que funcionarão como pilares decorrentes, no âmbito da segurança e defesa mais sistemática nas águas atlânticas.