O levantamento da situação interna actual da Sonangol, iniciada em Dezembro de 2017, serve, na visão do seu presidente do Conselho de Administração, Carlos Saturnino, para a preparação do diagnóstico do grupo, que deve contar com a participação das subsidiárias e unidades da organizacionais, para alinhar aos objectivos do plano de reestruturação do negócio da petrolífera para
os próximos cinco anos.
Segundo Carlos Saturnino, o plano de reestruturação cinge-se na caracterização da empresa e de todas as suas unidades organizacionais, a descrição dos recursos humanos e materiais afectos à actividade e dos contratos e projectos existentes. Por outro lado, avançou, será necessário a aferição sobre as possibilidades de reestruturação de todas as áreas da empresa, com acções para obtenção de sinergias e redução de custos, perspectivas furuturas e apresentação de propostas para a melhoria do desempenho da empresa no futuro. “Queremos que este processo seja alcançado em pelo menos dois anos e meio ou  três no máximo, se as coisas correrem com planeado”, afirmou.
Objectivos da reestruturação
Durante o evento, o novo PCA da petrolífera estatal fez saber que os principais objectivos da sua gestão é melhorar os negócios, as actividades, as funções, a estrutura organizacional, o quadro de pessoal, as concessões petrolíferas, as subsidiárias, as empresas participadas, assim como as aplicações financeiras realizadas no país e no exterior, a visão, missão, valores, o modelos de governo e o plano de comunicação, no sentido de melhorar os níveis de desempenho e credibilidade internacional.
“Pretende-se um grupo Sonangol menos pesado, mais pequeno e mais ágil, mas uma uma reestruturação desta dimensão requer um elevado envolvimento da gestão de topo, principalmente para o alinhamento da visão dos negócios, tomada de decisões estratégicas, mobilização das equipas operacionais e a interlocução com o Estado, que é o dono
da empresa”, lembrou.
Para Carlos Saturnino, o que se pretende realizar é uma reestruturação inclusiva, que seja duradoura e promova a autonomia das equipas envolvidas, sendo que este carácter duradouro e inclusivo seja possível com a participação activa dos elementos das equipas operacionais da Sonangol, tanto na análise de opçõesestratégicas como na sua implementação. “Deve haver uma forte componente de capacitação de pessoas chave e capitalização das estruturas da Academia Sonangol”, referiu.

Planeamento das iniciativas
Segundo ainda avançou o PCA, as iniciativas serão activadas nos primeiros 150 dias do ano e outras só serão alcançadas ao longo de 30 meses para que o impacto e prazo de implementação tenha o sucesso esperado.
A reestruturação, disse, será composta por 10 blocos de execução operacional complementados por outros dois de sustentação organizacional que cobrem os principais objectivos da empresa. O primeiro trata-se do plano de finanças e tesouraria, que visa maximizar de forma activa as necessidades financeiras do grupo. O segundo passa pela continuidade do negócio para garantir a disponibilidade e fiabilidade operacional das principais funções de negócio.
Já o terceiro eixo tem a ver com a os planos futuros de exploração e produção, que servirão para aumentar a eficiência e sua visibilidade e a sua participação activa na produção nacional.
Uma outra frente que não foi esquecida é a questão da refinação, que visa sobretudo aumentar a eficiência da Refinaria de Luanda, a promção e implementação dos projectos de refinação em curso e em quinto lugar está a questão do LNG e GPL, que deve reposicionar a Sonagás no negócio de LNG, nos projectos de utilização de gás e reforçar a distribuição de GPL fora da capital.
Os outros pontos focados no plano de reestruturação têm a ver, por exemplo, no sexto ponto, com a logística de combustíveis, que merecem o reforço da capacidade operacional da Sonangol Logística e a expansão da sua presença para todas as províncias do país. A questão da distribuição e comercialização, que vai reforçar a capacidade operacional da Sonangol Distribuidora, tornando-a mais competitiva e eficiente no mercado, aparece como a sétima prioridade.

Negócios não nucleares
Carlos Saturnino falou também dos negócios não nucleares da Sonangol, que chamou, no ponto oito de subsidiárias não core, que segundo disse, merecem igualmente uma avaliação profunda e reestruturação dos negócios não nucleares, que precisam ganhar maior eficiência e autonomia financeira. Já no eixo nove estão os investimentos , que vão levar a empresa a avaliar e optimizar o todo portfólio actual da carteira de negócios e por último , no ponto dez, ficou reservado ao enquadramento legal do sector, que deve levar a empresa a preparar-se para novos desafios de regulação do sector petrolífero nacional. “Estamos a estudar se devemos manter os negócios mais rentáveis ou que destino dar àqueles que só dão prejuízos à empresa”, concluiu o gestor.