O sonho da casa própria continua adiado para muitos cidadãos.
A luta para aquisição de um imóvel, principalmente nas centralidades, que estão a ser construídas pelo Governo, no quadro da sua política habitacional, nos dias que correm, constitui um calcanhar de “alquiles”. Construir é ainda mais difícil, desde a obtenção do terreno e a compra do material e outros encargos.
Carlos Mangrinha, funcionário público preferiu aderir na compra de uma casa numa centralidade, porém, o sonho esbarrou-se por causa de alguns “esquemas” no processo de venda.
Mário Victor também aderiu ao programa, sonhou tão alto e a intenção virou num pesadelo.
Como tudo estava bem dirigido vendeu, oficialmente, o pequeno imóvel no Cazenga achou que tudo estava feito.
“Eu ja sonhava com o apartamento e nada! Estou à espera que haja oportunidade noutros projectos”, desabafou.
Há muita gente nesta condição. Nesta confusão toda, acusações não faltam entre os interessados e às empresas que estavam envolvidas no processo de venda.
Para equilibrar a procura e a demanda, o executivo, em parceria com agentes privados, tem incentivado à construção de centralidades em todo o país.
Muitas já estão habitadas, há também casas sociais construídas e terrenos loteados para construções dirigidas.
Para a empreitada, o executivo conta com a participação de parceiros privados com créditos firmados no ramo.
Paulatinamente, o sonho da casa própria está a ser efectivada.
Por exemplo, a imobiliária Imogestin procedeu no III trimestre do ano passado na província do Bengo, à entrega simbólica das primeiras habitações da centralidade do Capari, aos cidadãos que concorreram pelo regime de venda ao público livre,
no dia 6 de Julho do ano findo.
Num processo de entrega que será gradual em função do andamento das obras das infra-estruturas externas, segundo uma fonte da Imobiliária, simbolicamente foram entregues 45 habitações aos candidatos aprovados, que procedaram ao pagamento da primeira prestação até ao final da tarde de quinta-feira, 07 de Setembro.
Na centralidade do Capari, na província do Bengo, estão disponíveis 813 habitações, que estão a ser entregues de forma faseada.
Um processo que aconteceu depois de entrega de casas nas centralidades do Kilamba, Sequele e Vila pacífica em tempos ido.
O universo de candidaturas foi preenchido pelas empresas do Estado e privadas, com segurança social paga. Para o Capari, as inscrições foram feitas o ano passado.
Dados disponíveis apontam que a Direcção Comercial da Imogestin deu início a recepção de processos de candidaturas das vendas dirigidas a empresas públicas e Privadas de habitações dos Projectos Habitacionais do Estado sob sua gestão, na província de Luanda, no passado dia 15 de Agosto e que decorreu até ao dia 15 de Setembro de 2017.

Projectos

O projecto habitacional é tão abrangente, que na província do Uíge está a ser construída uma centralidade na localidade de quilomosso, uma na Huíla e outra na Caála, província do Huambo.
No andulo, província do Bié, foi erguida uma centralidade e outra na província de Cabinda.
Um estudo imobiliário refere que a venda do metro quadrado baixou, em resultado do crescimento exponencial de residências em Luanda. Contudo, a reportagem do JE tentou contactar a Imogestin para obter mais informações sobre as vendas, mas não teve sucesso.