A Ministra do Ambiente, Paula Coelho disse que o Plano estratégico das novas tecnologias ambientais aprovado recentemente pelo Executivo vai impulsionar a implementação das tecnologias ambientais em Angola.

Paula Coelho que falava à imprensa durante a cerimónia de abertura da Feira Internacional de Ambiente, que decorre em Luanda, desde terça-feira e termina hoje, sob o lema, “Acabe com a poluição plástica”, disse, que nos últimos anos toda sociedade angolana, tem vindo a reconhecer o valor da sustentabilidade, que não pode ser ignorado, sob pena do país vir a suportar custos económicos, sociais e humanas indesejáveis.
De acordo com a Ministra, a sustentabilidade como valor é transversal a vários domínios da governação, e das nossas aspirações colectivas.
Com a realização desta feira será possível presenciar projectos resultantes do esforço do Executivo angolano, ligados às tecnologias ambientais, reaproveitamento do lixo, reciclagem assim como a geração de energias limpas e renováveis.
A ministra aproveitou a ocasião para chamar atenção em relação à quantidade de plástico consumido e descartado a nível mundial, pois, anualmente pelo menos 13 milhões de toneladas vão para os oceano anualmente prejudicando mais de 600 espécies marinhas, das quais 15 por cento estão ameaçadas pela extinção.
O plástico e todos os seus materiais derivados são utilizados por menos de um minuto, por mais de 50 por cento da população mundial, no entanto a sua destruição leva dezenas e centenas de anos. É o caso dos copos descartáveis que levam 250 anos para deteriorar. Como alternativa temos os copos de vidro. Os sacos de plásticos que levam 50 a 100 anos para serem desfeitos, como alternativa temos os sacos realizáveis de pano.
As garrafas rondam entre 100 e 400 anos para destruição já as fraldas descartáveis levam até 430 anos para deteriorar.
Por sua vez a secretária do Presidente da República para os Assuntos Sociais, Fátima Viegas, apelou à manutenção da higiene na capital do país de modo a torná-la Luanda entre as cidades mais belas do continente.
O governador de Luanda, Adriano Mendes de Carvalho, confirmou, que Luanda é referenciada como a cidade menos verde e arborizada da África austral. Pelo que o lema, da VI edição da feira do ambiente vai de encontro à estratégia do Executivo.