O Executivo angolano tem estado a implementar anualmente projectos inovadores para facilitar a mobilidade do cidadão, a partir de diferentes pontos da província de Luanda, com o propósito de reduzir o absentismo e garantir mais produtividade.
Nesta base, uma das grandes valias foi o projecto dos transportes marítimos, que através do funcionamento dos Catamarãs, as manhãs carregam centenas de passageiros oriundos da zona Sul de Luanda para o centro da cidade.
Segundo apuramos, os habitantes optam pelo transporte marítimo do Porto de Luanda ao Kapossoca, na Samba, por ser um meio rápido, confortável e seguro para fugir aos engarrafamentos, principalmente para quem vem daquela zona em direcção à Baixa.

Boa opção
Palmira Francisca é uma das passageiras que embarca às primeiras horas do dia, no terminal marítimo do Kapossoca com destino à baixa. A viagem dura 40 minutos, já de carro são necessárias três horas.
Os engarrafamentos na via da Samba são estressantes.
Para a entrevistada, os catamarãs aliviam os engarrafamentos e também o problema do estacionamento difícil na baixa.
Desde que começaram os transportes marítimos muita gente optou em deixar as suas viaturas no parque de estacionamento do Kapossoca e pagar 250 kwanzas na viagem em classe económica, um factor que dará mais tempo de uso e reduzir o desgaste da mesma.
Os terminais marítimos abrem às 5h00 e encerram às 18h00.
Uma experiência de viajar por mar partilhada por Jorge Quintas que disse que o transporte marítimo é um alívio.
Para o jovem, o preço é aceitável. Por 250 kwanzas, os passageiros evitam o trânsito infernal na Estrada da Samba ou na via do Rocha Pinto.
A primeira embarcação do dia sai do Kapossoca às 6h10 e chega ao Porto de Luanda 40 minutos depois. A última embarcação sai do Porto de Luanda em direcção ao Kapossoca às 17h30.
São feitas 12 viagens de ida e volta por dia pelos dois catamarãs em dois turnos.
Num comunicado tornado público recentemente, os transportes marítimos de Angola informaram que por razões operacionais decidiu ajustar a partir de segunda-feira (16), os horários das viagens de catamarã para as travessias do terminal do Kapossoca (embarcadouro do Mussulo) para a península.
Segundo o documento, os novos horários visam atender as necessidades de mobilidade da população residente e trabalhadora do Mussulo e dos turistas. Assim nos dias úteis, o catamarã passa a circular no período compreendido
entre as 7h e às 18.
Já nos fins de semanas e feriados, o horário passa a ser das 9horas às 18h30m. conforme o comunicado. Com os novos horários a TMA Expresso coloca a disposição da população um total de 20 viagens regulares durante os dias úteis e 19 viagens nos finais de semana e feriados. Com cinco embarcações, a TMA expresso é a operadora pública de transporte
marítimo de passageiros.
Este transporte tem beneficiado muitos trabalhadores e outras pessoas que vivem na zona sul de Luanda, para deslocar-se ao centro da cidade evitando os infernais engarrafamentos.
Logo pelas 06:00 mais de 400 passageiros embarcam depois do Kapossoca até o porto de Luanda, numa viagem curta.

Transporte marítimo
O Governo angolano tem apostado no relançamento do transporte marítimo através da Secil Marítima enquanto empresa pública e companhia de bandeira, conforme afirmou recentemente o director-geral do Instituto Marítimo Portuário de Angola Victor Alexandre.
Segundo a fonte, para além da Secil Marítima, empresa que centra a sua actividade no transporte marítimo de cargas e no agenciamento de navios, o relançamento do sector vai igualmente contar com outras empresas que irão surgir no âmbito do transporte marítimo de passageiros e mercadorias, assim como nos serviços de cabotagem.
E estão em curso estudos e intervenções nos portos angolanos que permitirão aumentar a capacidade e melhorar consideravelmente os níveis operacionais, como o aumento dos parques de contentores nos portos do Lobito, Namibe e Soyo.
O director-geral do Instituto Marítimo Portuário de Angola considerou fundamental a construção do porto da Barra do Dande, na província do Bengo, para a redução do nível de congestionamento verificado no Porto de Luanda.