O Ministério dos Transportes prevê para o ano que agora começa, uma nova matriz económica que se traduza num crescimento na ordem dos 26 por cento, indicador que poderá contribuir para a mobilidade das pessoas e seus bens. O desafio foi lançado pelo titular da pasta Ricardo D’Abreu, em Luanda, quando recentemente discursava na tradicional cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano, tendo apontado que a meta é que haja maior contribuição para o desenvolvimento económico do país, nos ramos da aviação civil, aeroportuária, marítima, ferroviária e terrestre. “Vamos ter crescimento na ordem dos 40 por cento a nível do transporte de carga, muito associado à performance do sector Ferroviário, e em termos de proveito atingiremos a cifra dos 26 por cento de crescimento que é bastante satisfatório”, augurou. Para o segmento da aviação civil, o desafio para o presente ano passa pela recuperação dos avultados investimentos que foram feitos pelo Governo angolano na construção, reabilitação e ampliação das infra-estruturas aeroportuárias. “Pretendemos que o nosso sector da aviação civil se posicione entre os melhores no nosso continente, e do ponto de vista internacional também, para que Angola possa beneficiar-se e receber o retorno de todos os investimentos que foram feitos a nível das infra-estruturas que temos em curso”, sublinhou.

Relevância estratégica
O ministro sabe da importância e dos inúmeros desafios que o sector dos Transportes tem, tendo manifestado o compromisso de melhorar a prestação de serviços.
Segundo disse, os transportes têm “grande importância e relevância estratégica para o país, razão pela qual deve-se ter o compromisso e dedicação para atingir os objectivos preconizados”.
Na radiografia que fez às empresas que constituem o Ministério dos Transportes, constatou que estão carentes com vários desafios, em termos de organização, controlo, competência, capacidade operacional bem como de capital humano, que na sua visão é o elemento fundamental em todo o processo.
Para o sector Marítimo-portuário, o ministro Ricardo D’Abreu referiu que existem muitos desafios, por isso, precisa-se assegurar maior eficiência das unidades portuárias, alinhados às regras internacionais de segurança marítima.
“Possuímos uma grande costa marítima e temos que conseguir transformar a mesma em riqueza para o país, e isto só será possível se conseguirmos implementar o quadro, regulamentar o que temos e melhorar assim a eficiência operacional, entre outros fins”, destacou.
Quanto ao segmento ferroviário, Ricardo D’Abreu espera que se transforme no eixo central para o crescimento do tecido produtivo nacional.
Para ele, este ramo “representa a coluna vertebral do desenvolvimento de Angola e o crescimento económico do país”.
“Temos que preparar as condições todas de segurança, eficiência organizacional e capacidade operacional, para que se possa aproveitar os avultados investimentos feitos nas infra-estruturas”, afirmou.
Sobre o transporte colectivo urbano, o ministro garantiu que tudo está a ser feito para melhorar “o importante e indispensável meio para a vida das populações a nível das províncias”.