O relatório das actividades desenvolvidas pelas empresas do sector dos Transportes de 2008 até ao Iº trimestre de 2018, foi apresentado pelo antigo ministro dos Transportes, Augusto Tomás ao novo titular da pasta, Ricardo de Abreu.
No acto de apresentação do novo ministro dos Transportes, o antigo gestor máximo, Augusto Tomás entregou as pastas, tendo na ocasião solicitado aos trabalhadores e responsáveis das empresas do sector mais empenho no exercício das actividades.
Por sua vez, Ricardo de Abreu, anunciou numa breve comunicação aos presentes, que vai auscultar individualmente os gestores das Empresas Públicas e Institutos do sector para o bom funcionamento.

Subsector ferroviário destaca-se
Dados a que o JE teve acesso, referentes ao balanço da década do subsector ferroviário de Angola indicam que foi estabelecido um estudo da reforma e do novo modelo institucional, aprovado e criado pelo Decreto Presidencial
195/10 de 2 de Setembro.
“Apresentou-se como crucial para que fossem ultrapassadas as “inúmeras dificuldades a nível interno” do sector e das próprias Empresas Públicas ferroviárias existentes, tanto no domínio da organização empresarial, dos meios de produção, da capacidade técnica-operacional, dos recursos humanos disponíveis e da formação profissional, para que fosse possível suportar com êxito o amplo processo de transformação
em curso”, destaca a nota.
Um dos aspectos estruturais e da conceptualização deste novo modelo, sublinha a fonte, encontra-se relacionado com a questão da separação das actividades que actualmente coexistem na produção e exploração ferroviária.
Foram igualmente desenvolvidas actividades que compreendem a organização e oferta de serviços de transporte (passageiros e mercadoria) bem como a de gestão das infra-estruturas.
A iniciativa inclui não só a manutenção como também a construção de novas infra-estruturas e a reabilitação das existentes, além do comando e controlo da circulação, e a segurança ferroviária em geral.
No domínio da formação específica ferroviária, foram construídos de raiz três centros de formação técnico-profissional, nas localidade de Catete, na províncias (Luanda), Lubango (Huíla) e Huambo.
No domínio da construção e reabilitação das infra-estruturas, os três caminhos-de-ferro (CFL, CFB e CFM) destaca o documento, contam com 152 estações, sendo que o CFL, conta com 28 estações, numa extensão de 479 quilómetros, CFB (67) com 1.334 km e o CFM (57) com 907 km, perfazendo um total de 2.720 km. Quanto à aquisição de material circulante (tracção e rebocado) foram adquiridas para as três empresas ferroviárias um total de 121 locomotivas, carruagens (223), furgões (15), automóveis
de linha (30), vagões (543).
Projectos em curso
A fonte acrescenta que está em curso a duplicação da linha do CFL no troço Bungo/Baia, numa extensão de 36 km, além da construção do ramal ferroviário da estação do Baia ao Novo Aeroporto Internacional de Luanda (16 km).
Está também em execução a construção de seis estações multimodais, no troço do CFL da estação do Bungo ao NAIL, bem como o projecto de reabilitação e modernização de oito locomotivas U 20C (3 no CFM já estão concluídas, sendo que duas em exploração e uma em fase de ensaios/testes.
Está em curso a aquisição de 100 locomotivas GE C30ACi (um total de 79 já foram entregues, 4 CFL, 48 CFB e 27 CFM), a construção das três unidades oficinais, tais como, central decapagem e pintura, central de lavagem e oficina de torneamento de rodados, designada torno de fosso, cujas obras estão em curso em área cedida pelo CFB nas oficinas gerais do Huambo e o fornecimento do material oficinal.

Perspectivas
O sector perspectiva arrancar com alguns projectos, mas que aguardam pelo agenciamento e entrada em vigor das linhas de financiamento.
Prevê-se a construção de quatro passagens superiores de atravessamento da linha do CFL no troço Bungo/Baia, aquisição de 10 Unidades Múltiplas Diesel (DMU) assim como a construção das oficinas para as DMU.
O Instituto Nacional dos Transportes Rodoviários (INTR) deu “importantes” passos no sentido de se afirmar como a entidade que tem como missão regular, fiscalizar e supervisionar a actividade empresarial dos transportes rodoviários regulares e ocasionais de passageiros e mercadorias e actividades afins.