Segundo o ministro dos Transportes, Augusto da Silva Tomás, que discursava na cerimónia de abertura do ciclo de Reuniões de Balanço da Década das Empresas Públicas do sector (2007/2017), cuja acto inaugural teve lugar na semana passada aqui em Cabinda, os projectos vão trazer para a província emprego para a camada jovem.“Com excelentes infra-estruturas de transporte e logística, vamos contribuir para uma transformação do modelo económico de Angola, através da diversificação da economia, crescimento robusto do emprego”, disse.
O governante destacou que a aposta do Executivo é de que Cabinda venha a ser uma plataforma logística regional.
“Queremos que Cabinda disponha de infra-estruturas que lhe concedam vantagens relativamente aos países vizinhos”, sublinhou.
Para o vice-governador de Cabinda, Otniel da Silva, a localização geografia da província de Cabinda, conjugada com a falta de ligação territorial com o resto do país tem causado dificuldades nas relações comerciais e na mobilidade das pessoas com do país.
Segundo ele, com a construção de um aeroporto, o porto de aguas profundas e do terminal marítimo terrestre vão facilitar as trocas comerciais e a mobilidade com o resto do país.

Projectos avançam

Os projectos de construção do porto de águas profundas do Caio, quebra-mar, terminal marítimo terrestre, reabilitação, modernização e ampliação do aeroporto Maria Mambo Café, plataformas logísticas de Massabi e do Yema, bem como o da cabotagem para o percurso que vai ligar as províncias de Cabinda/Zaire/Luanda.
Por exemplo, as obras de construção da I fase do Porto de Águas Profundas do Caio terminam em Novembro do próximo ano, com a entrada em funcionamento do primeiro cais e a conclusão do empreendimento esta marcado para 2019/2020.
A infra-estrutura vai ter quatro cais de navios de grande porte que terão a capacidade de movimentar carga em contentores maiores que dos portos dos países vizinhos.
A infra-estrutura também terá a capacidade de receber seis navios de medio porte em simultâneo com carregamento de contentores contendo diversas mercadorias.
O terminal marítimo do porto do Caio tem 52 hectares, área terrestre que vai dar suporte a estrutura portuário tem 150 hectares, o que perfaz um total de 200 hectares de área a ser construída a infra-estrutura portuária.
Segundo o director técnico do Caio Porto, João Paulo, neste momento os trabalhos da primeira fase da dragagem estão concluídos em que foram utilizados mais de dois milhões m3 de material dragado.
Referiu que a segunda fase da dragagem está a começar com a construção do terminal onde vai ser construído o porto, que é o terminal off-shore.
Está igualmente em curso, a construção da primeira fase das estruturas do terminal maritimo terrestre de passageiros que terminam em Agosto deste ano e a operacionalidade da infra-estrutura acontece em Abril de 2018.
O primeiro navio de passageiro e carga irá atracar em Junho do próximo ano, com a capacidade para suportar 60 pessoas, nove contentores de 20 pés e 20 carros.

Mais projectos

Ainda no sector dos transportes está em curso a primeira fase das obras de reabilitação, modernização e ampliação do
aeroporto “Maria Mambo Café”.
O empreendimento está avaliado em 185 milhões de dólares americanos (através da linha de crédito da China), e terá uma duração de construção de 15 meses, a cargo da empresa chinesa CRCC.
Em Cabinda, o ministro dos Transportes e a delegação que o acompanhou visitou as obras do sector, com realce para as do aeroporto, porto de águas profundas, terminal marítimo terrestre e do quebra-mar.
Durante a sua estadia na cidade de Cabinda, o ministro Augusto da Silva Tomás procedeu a entrega de autocarros para reforçar o sistema de transportes públicos.