Arrancaram as obras de reabilitação de 54 quilómetros do troço Cuchi/Cutato, na Estrada Nacional Nº 280, que liga as províncias do Cuando Cubango e da Huíla.
Com um investimento de 58 milhões de euros, financiados pelo Governo alemão, a execução do projecto terá à testa um consórcio de empresas, com a duração de 14 meses.

Circulação rápida
Segundo noticia a TPA, Na ocasião, o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, disse que com o início das obras de reabilitação do troço Cuchi/Cutato, numa extensão de 54 quilómetros na Estrada Nacional 280, se estava a cumprir uma promessa antiga.
“Estamos a cumprir a promessa que fizemos. Esta promessa tem a sua importância. É que a ligação do Cuchi/Cutato vai permitir a circulação rápida entre o Menongue/Kuvango/Lubango e terá acesso ao litoral, no Porto do Namibe”, destacou.
Por sua vez, o governador do Cuando Cubango, Júlio Bessa, reconheceu que, apesar das dificuldades de ordem financeira que o país atravessa, ainda assim o Executivo tem estado a apostar na edificação de infra-estruturas socioeconómicas, que contribuem para o desenvolvimento.
“Mesmo com as dificuldades o país está a acontecer. A presença do senhor ministro aqui é uma indicação muito clara de que o país não parou, mesmo com a crise, aos poucos o Executivo vai abrindo caminho, e este esforço também se estende à nossa província”, sublinhou o governante.

Financiamento garantido

A infra-estrutura rodoviária que conta com o financiamento do Governo alemão será uma mais-valia para as duas províncias.
Presente no acto que marcou o arranque das obras de reabilitação, o embaixador alemão em Angola, Dirk Lolke, garantiu que o projecto não será o último que o seu governo vai financiar.
“Temos já outros projectos com garantias de financiamento da Alemanha nesta região. Espero que este acto seja só o início de muitos projectos futuros”, informou.
O empreiteiro da obra garante que estão criadas todas as condições para que os prazos sejam cumpridos.
O estado de degradação em que se encontra o troço rodoviário tem inviabilizado a circulação de pessoas e suas mercadorias.
Com a sua reabilitação, acredita-se, as trocas comerciais e escoamento dos produtos do campo entre as duas províncias e não só poderão vir a melhorar.
O projecto contempla a desmatação, limpeza, terraplanagem, pavimentação, protecção ambiental, sinalização e obras complementares.

Água potável

Menongue está com dificuldades no abastecimento

A paralisação das obras do projecto de expansão da rede de distribuição e ampliação do sistema de captação de água potável da cidade de Menongue, capital da província do Cuando Cubango, está a prejudicar mais de metade, dos cerca de 320 mil habitantes da localidade.
Actualmente, 60 por cento da população da cidade de Menongue e bairros periféricos ainda não têm acesso ao fornecimento de água potável, situação que tem obrigado muitos habitantes a consumir a água tirada directamente nos rios, cacimbas e riachos.
O responsável da área técnica da Comissão de Gestão do Sistema de água no Cuando Cubango, Rodrigues Bongue, disse que o projecto de construção da central de captação, tratamento e distribuição de água à cidade de Menongue, compreende duas fases distintas.
A primeira que foi inaugurada em 2015 e a segunda fase que aguarda pelo enquadramento financeiro para o seu arranque.

Quantidades irrisórias
A central de captação, tratamento e distribuição foi projectada para bombear 11 mil metros cúbicos de água, mas como a segunda fase ainda não arrancou, e só tem disponíveis oito mil metros cúbicos por dia, consideram-se irrisórios para satisfazer a procura.    
Realçou que os oito mil metros cúbicos de água potável postos à disposição dos consumidores, está a beneficiar apenas a população que vive nas zonas baixas da cidade de Menongue, porque os equipamentos instalados não possuem potência suficiente para bombear para os consumidores que residem em zonas altas, que já beneficiaram das ligações domiciliares da primeira fase do projecto.
Além destes constrangimentos técnicos, há também a questão dos bairros periféricos que continuam a crescer, assim como o número de consumidores, razão pela qual actualmente, a direcção local das águas é obrigada a fazer diariamente, restrições no fornecimento de água.    
Salientou que a central foi construída para atender pouco mais de duas mil ligações domiciliares e 100 chafarizes públicos.
Actualmente, revelou, já foram feitas cerca de cinco mil ligações domiciliares cadastradas e construídos 75 chafarizes que estão operacionais. Carlos Paulino em Menongue