Os troços rodoviários que ligam os municípios de Lucala (Cuanza Norte)/Cacuso (Malanje), numa extensão de 68 quilómetros, ao longo da estrada nacional 230, foram reabertos na passada segunda-feira.
A cerimónia foi presidida pelo ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida, e pelo governador de Malanje, Norberto dos Santos.
Os responsáveis inauguraram também os troços Mucari/Talamungongo e Mussolo/Dumba Cabango, com 43 quilómetros cada, que dão acesso à região Songo (municípios de Mucari, Cambundi-catembo e Luquembo), na estrada nacional 160, província de Malanje.
Os quatro troços foram recuperados no âmbito do programa de reabilitação de infra-estruturas rodoviária do Executivo, que visa intervencionar as estradas do país e consequentemente a melhoria da circulação de pessoas e bens.

Interligar as regiões
Na ocasião, o ministro da Construção e Obras Públicas, Manuel Tavares de Almeida referiu que, a abertura das referidas estradas constitui um compromisso do Executivo em interligar as regiões do país, pelo que a construção e reabilitação de vias de acesso será contínua em Malanje e noutros pontos do país.
“Está nas prioridades a ligação de Malanje com Saurimo (Lunda Sul), por ser um importante eixo de desenvolvimento económico e social”, frisou, acrescentando ser necessário efectuar um trânsito prudente nas estradas reabilitadas para se evitarem os acidentes.
Na ocasião, o governador de Malanje, Norberto dos Santos, considerou uma mais-valia, a reabertura da estrada que liga à região do Songo, pois vai permitir o relançamento da produção de arroz e o escoamento de várias culturas do campo.

Estradas nacionais reabertas
Em Janeiro, o ministro da Construção e Obras Públicas anunciara, em Luanda, a reabertura da circulação rodoviária em alguns pontos do país, a partir deste mês.
Tratam-se dos troços Lucala/Cacuso (Cuanza Norte/Malanje), Alto-Dondo e Waku-Kungo (Cuanza Norte/Cuanza Sul) e Kachiungo-Cunhinga (Huambo/Bié).
Falando na palestra sobre “Medidas de Apoio ao Aumento da Produção Nacional”, Manuel Tavares de Almeida informou que, na data prevista, as rotas principais das vias estruturantes estarão operacionais.
A estrada Dondo-Saurimo-Luena consta igualmente, das vias a serem concluídas ainda este ano, depois de recuperadas, no âmbito do programa de “salvação de estradas”, que visa repor as características técnicas daquelas que não receberam trabalhos de conservação e manutenção.
Acrescentou que o sector está a trabalhar na conclusão da via Nzeto-Soyo, além de estar a realizar um estudo sobre rede de auto-estradas nacionais.

Orientação

Luanda reabre estradas para facilitar a mobilidade

O Governo da Província de Luanda (GPL) orientou as administrações municipais à reabertura das estradas encerradas para reabilitação, mas cujas obras se encontram paralisadas por falta de financiamento.
Segundo a Angop, a orientação do GPL revela que todas as estradas que se encontram fechadas ou obstruídas para obras, quer na periferia como no casco urbano, mas que por motivos financeiros as obras tenham parado há mais de dois anos devem ser reabertas para melhorar a mobilidade rodoviária de Luanda.
Nestas vias deve ser feito trabalho paliativo que permita a circulação rodoviária, descongestionando deste modo o trânsito que existe em algumas zonas, por falta de alternativas.

Medida
A orientação foi feita no sábado passado, pelo governador de Luanda, Sérgio Rescova, durante o encontro realizado na Unidade Técnica de Gestão de Saneamento de Luanda (UTGSL).
Enquanto se esperam por soluções definitivas, segundo o governador, estas estradas devem ser reabertas para que o tráfego flua e sejam minimizados os constrangimentos no trânsito.
A título de exemplo apontou a Primeira Travessa da Avenida Comandante Gika, distrito da Maianga, cujas obras de requalificação do sistema de águas pluviais, melhoria do pavimento, passeios e reposição de lancis, encontram-se paralisadas há mais de dois anos por falta de pagamento.
A recuperação do sistema de drenagem das águas pluviais da Primeira Travessa da Avenida Comandante Gika é da  responsabilidade da Unidade Técnica de Gestão de Saneamento de Luanda (UTGSL)  cabendo à Odebrecht outros trabalhos técnicos.

Fluidez
A Angop constatou na rua, com apenas um sentido de rodagem, alguns meios técnicos da empresa construtora assim como alguns obstáculos que impedem os automobilistas e peões de utilizarem o percurso encerrado.  
A única faixa de rodagem encontra-se extremamente degradada, criando constrangimentos aos automobilistas e transeuntes que frequentam diariamente a área que dispõem de vários serviços e uma vasta superfície de um supermercado.
O director do Gabinete Provincial de Infra-estruturas de Luanda, Osvaldo Amaral, disse depois de uma visita por algumas estradas encerradas, que o Governo de Luanda está em conjunto com o Ministério das Finanças, a tentar obter um valor adicional para se dar seguimento às empreitadas.

Zaire/uíge

Ponte sobre o rio Luangu é reinaugurada

 circulação rodoviária entre o município do Cuimba (Zaire) e o do Maquela do Zombo (Uíge) foi retomada na passada segunda-feira, com a reinauguração da ponte sobre o rio Luangu.
A circulação neste itinerário foi interrompida há cerca de quatro anos, fruto da cedência da antiga estrutura metálica sobre o referido rio, provocada por erosão da base de sustentação, em consequência das chuvas.
A actual tem 21 metros de comprimento e quatro metros e 20 centímetros de largura, com a capacidade de suportar 30 toneladas.
Os trabalhos da reposição da ponte duraram 15 dias a cargo de uma brigada de engenharia militar do posto de comando da 52ª Brigada de Infantaria das Forças Armadas Angolanas (FAA) destacada no Cuimba, em parceria com o Instituto Nacional de Estradas de
Angola (INEA) no Zaire.

Mais-valia
Segundo a Angop, a ponte sobre o rio Luangu delimita a comuna de Luvaka, município do Cuimba, da aldeia de Kindungu, município do Maquela do Zombo.
O director provincial do Zaire do INEA, Manuel Diangani, avançou que a estrutura metálica instalada tem uma vida útil de 30 anos.
Avançou, na ocasião, que a mesma funcionará a título provisório, prevendo-se no futuro, a sua substituição por uma de betão armado, tão logo se concretize o projecto da pavimentação desta via.
Luvaka dista 35 quilómetros a Nordeste da vila do Cuimba, e possui uma população estimada em cinco mil e 92 habitantes, que se dedicam à agricultura de subsistência.
O governador provincial, Pedro Makita Armando Júlia, augura com a reinauguração desta ponte, a intensificação das trocas comerciais entre as duas províncias vizinhas, tendo enaltecido o esforço dos técnicos envolvidos na sua montagem.