As oportunidades do negócio do turismo angolano devem ser conhecidas pelos operadores internacionais, para que o país não seja visto como um mercado fechado, defendeu na passada quarta-feira, em Bulawayo, Zimbabwe, o director da Unidade Técnica da Componente Angolana da Área Transfronteiriça de Conservação Okavango-Zambeze (KAZA), Rui Jorge.

O responsável proferiu estas declarações aos participantes da Songanai Hanganani Tourism Expo - a Feira Internacional de Turismo do Zimbabwe - que visitaram o stand de Angola no certame aberto na passada quarta-feira.
Para o coordenador angolano do projecto Okavango-Zambeze, o país continua a mudar a “uma velocidade extraordinária”, pelo que os actores turísticos devem olhar para essas transformações com bastante atenção e actuar no mercado com a urgência que se impõe.
“Há maior abertura para o investimento privado, nacional e externo, e isso deve ser muito bem transmitido e amplamente divulgado pelos angolanos, aproveitando os diversos espaços de promoção que são realizados no mundo, muitas vezes oferecidos pelos países
organizadores”, afirmou.
Onze operadores do sector do turismo angolano estão presentes na Sanganai Hanganani, num espaço provido pela Embaixada de Angola no Zimbabwe.
Os ministérios do Turismo e do Ambiente, a componente angolana do projecto KAZA, o Instituto de Fomento Turístico (Infortur), a Kadd Investimento, a E-Simples Angola, a União dos Artistas Plásticos (UNAP), a Valtours e a Super Camel Internacional Angola são as instituições e organizações empresariais
que representam o país.
O primeiro dia da feira foi aproveitado pela organização para realizar uma sessão de negócios entre os diversos operadores de mais de 30 países participantes.
Rui Jorge considerou a sessão uma experiência “gratificante” e deve ser transportada para Angola, dando-se mais espaço ao diálogo bilateral entre vendedores e compradores do sector do Turismo.
“Em linhas gerais, os investidores não podem continuar a olhar para Angola como um espaço fechado ao investimento internacional”, destacou.
A 12ª edição da feira do Turismo da “Sanganai Hanganani Tourism Expo” conta com a participação da Malásia, China, Zâmbia, África do Sul, Quénia, Moçambique e Namíbia, entre outros.

Projecto Okavango/ Zambeze atende região

O Executivo angolano está apostado em acelerar o desenvolvimento do projecto transfronteiriço Okavango-Zambeze, que liga cinco países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), com o objectivo de transformar as áreas partilhadas da região numa zona turística de referência.
O plano de desenvolvimento do projecto Okavango-Zambeze, denominado KAZA, que integra os cinco países da região Austral de África (Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia e Botswana) tem como objectivo incentivar o turismo inter-fronteiriço entre os Estados, a fim de contribuir, a breve trecho, para o desenvolvimento socioeconómico e cultural da região Austral, em particular de Angola.
O projecto tem uma dimensão de 278 mil quilómetros quadrados, dos quais Angola possui 87 mil. Os restantes quilómetros quadrados pertencem ao Zimbabwe, Botswana e à Namíbia, com a menor parcela do projecto.