A província do Uíge dispõe de potencial para desenvolver o agro-turismo, com o objectivo de atrair turistas nacionais e estrangeiros, a fim de gerar empregos e receitas para o país.
Segundo consta, o agro-turismo é uma vertente que se tem implementado e desenvolvido em muitos países, sendo que as pessoas têm cada vez mais necessidades de se ausentar do ambiente “citadino” para o meio rural, tendo contacto directo com a natureza.
O visitante poderá ter acesso às fazendas, assim como degustar os pratos típicos da terra, ambientes que permitem conhecer a cultura local.

Constatação

Os dados foram avançados pela presidente da Associação das Agências de Viagens e Operadores Turísticos de Angola (AAVOTA), Catarina Oliveira, durante o “Fam Trip Angola”, realizado, de 29 a 2 de Julho, na província do Uíge.
A iniciativa da Aavota visou constactar “in loco” as pontecialidades turísticas da também chamada terra do “Bago Vermelho”, região situada no extremo norte do país, e que completou na semana passada 100 anos desde a sua fundação.
Catarina Oliveira disse ao JE que a actividade enquadra-se no plano de acção da associação em conhecer o terrítório nacional.
A comitiva, que contou com a participação de mais 30 membros do sector do turismo e seguradoras, visitou o Instituto Nacional de Café local (INCA) e as fazendas de café de Cangongo e do Alto Minho, com fito de se inteirar do seu funcionamento.
Durante os três dias de trabalho, foram ainda visitadas as grutas do Nzenzo, no município do Ambuila e o Santuário de Santa Rita de Cássia, situado na aldeia Casseche, 15 quilómetros da cidade do Uíge.
“O Santuário de Santa Rita de Cássia é actualmente um activo e pretendemos transformar como um produto turístico, criando condições no local, em parceria com os empresários”, enfatizou a responsável.
Sublinhou que naquele local regilioso serão organizadas peregrinações a nível nacional e também internacional, por ser único na província e a nível do continente africano.
“O visitante poderá ter acesso às fazendas, assim como degustar dos pratos típicos da terra”, precisou Catarina Oliveira.

Feira Gastronómica

Por seu turno, o director provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo, Bosseke Mansony, realçou que a região não se resume apenas ao café, tendo acrescentado que há outras valências que podem ser aproveitadas.
Fez saber ainda que a província vai realizar no mês de Setembro, a feira gastronómica, com o propósito de divulgar e promover a gastronomia local e impulsionar o turismo, num evento a ser organizado pela Direcção Provincial do Comércio, Hotelaria e Turismo.
Acrescentou que a província dispõe de 15 unidades hoteleiras, das quais nove em funcionamento e seis estão encerradas. Ainda encontram-se nove hotéis em construção. O objectivo da direcção local é aumentar a oferta a nível da região.
“Pretendemos que hajam mais investimentos neste sector”, apelou.
A Avoota tem como missão apoiar a realização de acções de promoção de comercialização e de informação do turismo angolano no país e no estrangeiro, editando publicações.