A necessidade de se continuar investir seriamente no sector da agricultura, para alavancar a economia e bem-estar das famílias na província do Bié, foi defendida, na passada terça-feira, no Cuito, pelo representante da União Nacional dos Camponeses Angolanos (UNACA) no Bié, Mariano Sassoma.
De acordo o responsável, a província do Bié possui solos produtivos, camponeses organizados em associações e cooperativas, daí a importância de se investir cada vez mais, aquisição de sementes e outros imputs agrícolas, associado com a capacitação e a erradicação do analfabetismo nas comunidades.
Segundo a Angop, Mariano Sassoma salientou que, a classe empresarial deve investir igualmente no sector, sobretudo com fábrica de descasque de arroz, de farinha de milho, apostar na criação de animais (aves), para que, potencialize a economia da província e consequentemente no bem-estar da população.
Com uma população de um milhão 445.233 habitantes, subdivididos nos nove municípios, com maior incidência os lavradores apostam no cultivo do milho, feijão, mandioca, batata rena e doce, hortaliças e frutas diversas, associado a
criação de animais, pesca e caça.
Para a campanha 2017/2018, o presidente da Unaca no Bié, Mariano Sassoma disse ser importante que os bancos comerciais facilitassem o processo da aquisição de crédito aos camponeses associados, para ampliar-se a produtividade e combater
a pobreza no seio das famílias.
Acrescentou que as escolas de campo têm jogado importante papel na formação dos camponeses, quanto as técnicas de utilização do solo, uso e conservação de sementes, tipo e quantidades de fertilizantes a usar e outros aspectos relevantes ao sector agrário.
Na província do Bié estão registadas 55 cooperativas e 418 associações de camponeses.