A elevada procura no mercado nacional, de cápsulas metálicas  para as garrafas de vidro  levou a empresa Ango-Cap, a incrementar a sua produção. Segundo o director-geral da unidade industrial, João Roda, o projecto criado há três anos, começou a sua produção apenas no ano passado, com um total de 70 milhões de cápsulas metálicas de vidro por mês, num investimento inicial de 480 milhões de kwanzas.

Actualmente a produção ronda os cerca de 120 milhões/mês, numa altura em que as previsões apontam para o aumento da produção nos próximos dois meses, passando para 250 milhões de cápsulas/mês.

Investimentos
Com os novos desafios, a empresa decidiu aplicar cerca de 144 milhões de kwanzas (1,5 milhões de dólares), investimento que vai servir para a aquisição de uma nova máquina bem como para a formação da mão-de-obra.
“Pretendemos abastecer todo  o mercado nacional, e no futuro iremos exportar os nossos produtos para os países vizinhos, a fim de  criar mais-valia ao país”, salientou a fonte.

Segundo a fonte 70 por cento da sua produção tem como clientes as empresas BGI (Cuca) e Nocal. O restante 30 por cento é direccionado  para os pequenos consumidores,  com destaque para a empresa Faive e “L“. Futuramente, o projecto industrial passará também  a produzir cápsulas metálicas para a firma Coca-Cola.

“Com o funcionamento da nova máquina e a formação do pessoal pretendemos aumentar significativamente o abastecimento  aos nossos clientes ”, disse.

Operacionalidade
A unidade industrial conta com duas linhas de produção, constituídas por prensas e duas linhas de injecção de PVC.
A matéria-prima com destaque para as chapas, PVC e as máquinas    são  importadas a partir da Itália e Alemanha. O restante é extraído no mercado nacional, como são os casos das caixas, sacos de plástico e paletós.
Localizada no quilómetro 44 em Viana, a unidade fabril ocupa uma área de aproximadamente 3.600 metros quadrados, distribuídos em  três pavilhões de produção, escritórios e refeitórios.

Facturação
Para o presente exercício económico, a fábrica prevê facturar cerca de 380 milhões de kwanzas. A firma conta com 35 trabalhadores, número que sofrerá um acréscimo, atingindo os cerca de 100, atendendo ao aumento  da produção, segundo revelou o gestor.