O mercado nacional conta a partir deste mês, com uma fábrica de cosméticos, resultante de um investimento de 10 milhões de dólares, numa iniciativa da firma ABC Cosmético “Activive Beauty Cosméticos”.
A unidade fabril erguida em Luanda, numa área de 10 mil metros quadrados, gerou cerca de 300 postos de trabalho e tem uma capacidade para produzir oito mil 840 toneladas/ano, de cinco produtos diversos, muito consumidos no mercado angolano como cremes, loção de pele, gel de banho,
pó talco, bálsamo e outros.
Numa altura que o mercado cresce exponencialmente na procura e investimentos neste negócio, a direcção da fábrica aposta nesta primeira fase no mercado interno e a sua expansão dependerá da evolução do mesmo.
O gestor da ABC, Damião Baptista, explicou que numa primeira fase a matéria-prima vai ser adquirida no mercado externo com destaque para Índia, França e Indonésia.
A matéria-prima para o fabrico dos cosméticos até ao final do ano está garantida, segundo disse o gestor da unidade. Descarta qualquer possibilidade de interromper a produção. Além de estarem asseguradas as fontes de aquisição firmados com os parceiros.
A importação da matéria-prima tem um tempo limite, porque os investidores já têm em carteira projectos que permitirão ser auto-sustentável. Estando prevista a criação de uma fábrica de produção de caixas de cartões (papelões).

Incentivo
A inauguração da fábrica esteve a cargo da ministra da indústria Bernarda Martins, que enalteceu o empenho da firma e incentivou os investidores a redobrar esforços para que o projecto possa reduzir às importações.
“Esta é uma prova de que compreenderam e responderam aos apelos do Executivo para a captação de investimentos estrangeiros. O investimento acrescenta valor e se dirige a um mercado que privilegia o preço à qualidade”. disse.
A fábrica está localizada no município de Viana, zona do Kikuxi, na via Expresso “Comandante Fidel Castro Ruz”, no município de Belas.
“Os investidores da fábrica de produtos de beleza “ABC Cosméticos” tomaram uma decisão estratégica e sábia, e a atitude dos investidores jamais será esquecida pelas autoridades angolanas pelo facto de ser realizado num momento menos bom da economia do país”.
A ministra apelou para a necessidade de iniciativas ousada por parte do empresariado nacional, e garantir uma produção ao nível da procura.
O Executivo mantém o apoio ao investimento interno.