O Executivo angolano, através do Instituto Nacional de Meteorologia (INAMET), vai investir 60 milhões de dólares para a instalar 72 estações meteorologica e três rádio sondas, até 2021 em todo o país.
Segundo anunciou, em Luanda, o director-geral da instituição pública, Domingos Nascimento, que falava à imprensa, durante o 23º Fórum Regional do Clima da África Austral (SARCOF), evento que se realiza anualmente e que reúne especialistas em previsão climática, com este projecto, Angola saíra a ganhar.
No encontro realizado sob o lema “Compreender o sistema terrestre para construir resiliência contra os eventos climáticos extremos recorrentes na região da SADC”, o director-geral do Inamet, Domingos Nascimento, defende a implementação de sistemas informativos pontuais sobre as ocorrências meteorológicas.

Informações meteorológicas
Convidado a fazer a abertura do evento, o ministro das Telecomunicações e Tecnologia de Informação, José Carvalho da Rocha, frisou que o encontro vai elaborar a previsão Sazonal para o período reservado à época chuvosa, com maior incidência no continente.
O ministro entende que este Fórum, serve como a oportunidade para se estabelecer “uma base integrada de informações meteorológicas para toda a região e o mundo”.
Para ele, o evento acontece numa altura em que o país vive um momento de seca e torna-se necessário realizar estudos que permitam compreender os fenómenos para que os decisores possam tomar medidas certas.
“O Sul de Angola atravessa os efeitos da seca, o ministro solicitou um debate que possa encontrar eventuais soluções para o fim da calamidade, que também é vivida em países da sub-região, como é o caso de Moçambique, Zimbabwe e Malawi, que viveram o ciclone Idai”, disse.

Alterações climatéricas
O representante da União Africana no evento, Jolly Wasambo, acrescentou que os dados sobre as alterações climatéricas nas áreas rurais apontam que nos próximos tempos, o continente poderá atingir um universo de 500 milhões de habitantes, sendo 40 por cento representando o sector produtivo e 47 o Produto Interno Bruto (PIB) de África.
Para ele, a implementação dos Comités de especialidade ligados à agricultura e meteorologia podem ser uma solução para mitigar alguns efeitos nocivos à economia.
Jolly Wasambo informou que um programa para apoiar esta área poderá ser aplicado ainda este ano.
Por sua vez, Prithiviraj Booneeady que representou a SADC no Fórum, realçou que a organização regional está a apostar na melhoria das condições climáticas e meteorológicas, com o financiamento de projectos ligados à área pelo Banco de Desenvolvimento Africano (BAD).
Os próximos anos podem ser decisivos para a implementação dos projectos.
O evento foi promovido pelo Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica de Angola (INAMET), orgão do Ministério das Telecomunicações e Tecnologias de Informação (MTTI), em parceria com a SADC.