O país O país já conta com 200 técnicos formados em matéria de energia nuclear capazes de contribuírem para que, nos próximos cinco anos, possam ajudar na utilização desta fonte eléctrica para fins pacíficos.
Os sectores da agricultura, indústria, ambiente, petróleo e saúde são apontados como os que poderão beneficiar da energia atómica, no quadro da estratégia à longo prazo, definida pelo Executivo angolano.
À margem do workshop sobre o Programa Quadro (CPF), promovido pela Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA), para debater questões relativas ao Programa de Cooperação
Técnica da Agência Atómica, realizado em Luanda, o coordenador do programa, Félix Vieira Lopes, disse à imprensa que o país tem projectos que fazem parte do Programa Quadro Nacional 2019/2023.
Um dos objectivo do projecto é o de erradicar a fome e a pobreza, além do acesso facilitado de energia às zonas rurais e peri-urbanas, com a utilização de técnicas para a identificação dos recursos hídricos e potenciais fontes de poluição, principalmente nas zonas costeiras.
Para a efectivação destes objectivos, Angola conta com o apoio técnico e financeiro da Agência Internacional de Energia Atómica (IAEA).

Regulação
Por sua vez, o secretário de Estado da Energia, António Belsa da Costa, disse que o país está dependente da aprovação e rectificação de um conjunto de diplomas leis para desfrutar ao máximo as possibilidades do uso de energia atómica para fins específicos.
Apelou à aprovação e rectificação, com maior celeridade, das leis, para que o país possa entrar no grupo de países que beneficiam de energia atómica.
De acordo com o secretário de Estado, a aprovação dos referidos diplomas legais permitirá estabelecer um quadro de referência para o Programa de Cooperação Técnica entre Angola e a Agência Internacional de Energia Atómica, para o período 2019-2023.
Belsa da Costa referiu que este trabalho final carecerá de mais algumas consultas aprofundadas entre a Agência e as autoridades nacionais com base numa análise minuciosa das necessidades de Angola em ciência e tecnologia nuclear, tendo como ponto de partida a estratégia de Angola para desenvolvimento a longo prazo (Angola 2025) e os programas de desenvolvimento sectoriais.
Disse que se pretende chegar a um acordo sobre a programação futura dos recursos limitados do Programa de Cooperação Técnica da agência em algumas áreas de desenvolvimento, que são de alta prioridade para o Executivo, e onde a tecnologia disponibilizada através da agência pode dar uma significativa contribuição, como a longo prazo promover o desenvolvimento
humano e bem-estar.
Frisou que o Executivo pretende desenvolver capacidades nacionais e institucionais para melhorar o planeamento e a formulação de políticas, para a exploração sustentável e a utilização de recursos naturais com base em dados fiáveis e aumentar o acesso à água limpa e aos serviços de energia. * Com agências