À medida em que as obras das infra-estruturas externas (abastecimento de água potável aos projectos habitacionais, fornecimento de energia eléctrica, construção da rede de macro-drenagem das águas das chuvas e residuais, bem como as vias de acesso) estiverem a ser concluídas, a Imogestin vai “abrir” o processo de “venda ao público livre”, através do portal de venda: www.imocandidaturas.co.ao.
Em entrevista ao JE, o porta-voz da imobiliária que comercializa as habitações do Estado, Mário Guerra, disse que o processo também será estendido para os funcionários públicos e trabalhadores de empresas públicas e privadas.“Tudo depende do número de habitações que nós (Imogestin) vamos ter disponível”, frisou.Disse que no Zango oito mil há oito mil habitações(8.000) e vão estar inicialmente disponíveis 2.627 apartamentos.Estamos a falar de um quarto das habitações, portanto ainda temos muitas habitações para comercializar. Assim como no Zango “0”, KM 44 e Kapari”, informou.

Comercialização pode começar
A Imogestin, segundo avançou, aguarda pela “luz verde” do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação para começar a comercializar as habitações das centralidades do Zango oito mil(8.000), Zango “0” e Km 44.
Mário Guerra garantiu que tudo indica que, a partir do mês de Outubro o processo de comercialização das habitações estará adstrito a pessoas que concorreram no ano passado, cujas candidaturas já foram
validadas pela imobiliária.
Mário Guerra revelou que se tudo “correr como está programado”, no Zango oito mil, em Outubro, estarão disponíveis 2.627 apartamentos, 336 no Zango “0” e 338 no KM 44.
Por outro lado, informou que o número das candidaturas já validadas é superior às casas que poderão estar disponíveis no mês de Outubro.
Acrescentar que “a nossa experiência indica que normalmente estes processos levam alguns meses, por causa dos pagamentos que as pessoas terão de fazer, entrega dos comprovativos, assinatura dos contratos e a entrega das chaves”.

Processo contínuo
Quanto aos outros projectos habitacionais instalados noutras províncias do país, o porta-voz da Imogestin destacou que o processo também está “condicionado” com a conclusão das obras de infra-estruturas externas.
Já estão concluídas as habitações na centralidade do Lobito, do Luhongo (Catumbela) e Baía Farta, na província de Benguela, assim como a da Quilemba, Huíla. No Namibe estão a centralidade 5 de Abril e da Praia Amélia.
Explicou que a nível da província do Namibe, a imobiliária já comercializou 500 casas, em cada um dos projectos habitacionais, fruto da conclusão das obras das infra-estruturas externas, acto que também aconteceu no Lobito, onde a empresa está a comercializar mais de 500 habitações e na Baía Farta, onde estão disponíveis 360.
“Na Catumbela não temos ainda estas condições, mas também temos a indicação de que ainda este ano vai ser possível começarem as vendas,
de forma parcial”, augurou.