As obras para a construção do viaduto do município do Cazenga, em Luanda, paralisadas há dois anos, por falta de dinheiro, podem ser concluídas nos próximos oito meses, garantiu, recentemente, à imprensa durante uma visita de constatação, o secretário de Estado da Construção, Manuel Molares D’Abril.
Paralisadas em 2015, a execução física da obra é de 66 por cento, e está orçada em mais de dois bilhões de kwanzas, metade deste dinheiro já foi gasto, contudo ultrapassado que está o problema financeiro às obras já arrancaram com ritmo aceitável.
“O financiamento inicial esgotou e portanto, os trabalhos ficaram suspensos durante algum tempo, neste momento a situação está resolvida. Encontrou-se o enquadramento de financiamento de Eurobus e estão criadas as condições financeiras para prosseguir e por isso estamos cá presentes para fazer o lançamento das obras “, disse.

Projecto
O empreiteiro Edivaldo Faria disse à imprensa que para a conclusão do projecto resta apenas finalizar a execução dos muros de acesso ao viaduto para posteriormente, fazer a pavimentação de todo o projecto.
O viaduto terá 83 metros de comprimento, 22 de largura e uma altura máxima 8,3 metros. A passagem vai ligar o centro de Luanda com os municípios de Viana, Cacuaco com o objectivo de diminuir o engarrafamento e aumentar a fluidez e segurança rodoviária.
Segundo a fonte, haverá um desvio de trânsito no sentido do distrito do Rangel e Cazenga.

Demolição
Um estudo recente levado a cabo pelo Laboratório de Engenharia de Angola (LEA) em parceria com a universidade Agostinho Neto concluiu que a demolição é a solução para a maioria dos edifícios degradados do país.
Para constatar de perto o estado dos imóveis o ministro da construção, Manuel Tavares, e uma comissão composta pelo secretário de Estado da construção percorreram recentemente a cidade de Luanda, onde viram o estado físico dos edifícios nesta condição, muitos deles desabitados.
A incursão começou num edifício com problemas estruturais motivados pela corrosão das armaduras, aliado a qualidade das peças estruturais que causou a instabilidade ao imóvel, o outro tem problemas por um débil assentamento na sua estrutura, assim como outros.
O Lea fez a avaliação de alguns edifícios e o cumprimento do despacho presidencial que orienta o trabalho neste sentido.