A cidade de  Mbanza Congo, sede capital da província do Zaire, está a ser transformada num canteiro de obras. Os projectos consistem na renovação de toda a rede viária, tanto no casco urbano como na zona suburbana, além da melhoria do abastecimento de água potável e energia eléctrica.

Para os vários projectos, o Executivo angolano investiu cerca de 5,7 mil milhões de kwanzas, medida que visa conferir à região uma imagem que dignifique os seus habitantes.

Através do programa de infra- -estruturas integradas, o governo local elaborou um plano de emergência, ao qual estabeleceu fases de execução, com metas traçadas e prioridades, por forma a alcançar o almejado desenvolvimento a curto e médio prazo.

Mbanza Congo está aos poucos a crescer,  pois o tão “badalado fenómeno das nuvens de poeira” nas vias de acesso deixou de existir, tanto no centro da cidade como na periferia. As vias estão a receber um novo tapete asfáltico. Segundo dados oficiais, foram reabilitados cerca de 8,9 quilómetros (km) de estradas.

Avanços
Mbanza Congo vê nascer no seu território um instituto superior politécnico e uma centralidade. A nova centralidade comportará cerca de 2.000 residências de tipologia T3 e T4 e será construída na zona de Nkunga Paza. Actualmente, vários jovens preparam as condições de candidatura, para adquirirem as primeiras 100 casas já concluídas. Ainda no quadro do programa habitacional, estão a ser construídas na localidade de Quiremos, a sete km da cidade de Mbanza Congo, cerca de 1.200 residências do tipo T3.

Outra novidade que está a ser aguardada com muita expectativa pelos habitantes da região prende-se com a construção do novo aeroporto internacional. Equipas técnicas estão a concluir os trabalhos de desminagem, condição essencial para o início das obras.
 
Infra-estruturas integradas
O director provincial das Obras Públicas, Eduardo Chilembo, considerou positivo o curso das obras. Sob o lema “levar água até onde não existe”,  cerca de 70 por cento da população já tem acesso a água potável em toda a extensão da província.

O governo provincial está empenhado na instalação de grupos geradores em todas as zonas periféricas da cidade, medida que visa garantir a circulação de pessoas e bens de forma satisfatória.

A iluminação pública e domiciliar é outro ganho que está a galvanizar as aspirações da populações. A primeira fase do projecto de iluminação pública em curso prevê atingir perto de 200 ligações domiciliárias, numa extensão de 7,5 km das zonas urbana e suburbana. Aquele responsável avançou à nossa reportagem que na segunda etapa do programa se dará continuidade ao trabalho de construção de mais de 1,6 km das vias principais da cidade de Mbanza Congo, com realce para os bairros Martins Kidito e Álvaro Buta. O projecto contempla também a construção de 850 km de estrada de acesso à nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR).

A cidade vai igualmente ganhar um projecto ligado à captação de água ao longo dos rios Lueji e Lunda, com capacidade para produzir 5.760 m3/dia. A rede de distribuição, também, vai ser ampliada para abastecer os bairros Martins Kidito e Álvaro Buta, numa extensão de cerca de 12 km.

Quanto aos projectos de fornecimento de água potável às populações, o nosso interlocutor informou que vai ser construído um tanque, com capacidade para armazenar cerca de 1, 5 mil metros cúbicos. O programa de infra-estruturas integradas está a ser implementado, actualmente, nas sedes municipais de Mbanza Congo, Nzeto e Soyo.  
 
Satisfação
Clara Dua, estudante universitária, 25 anos, está satisfeita com as mudanças que se registam na cidade de Mbanza Congo e na província em geral. Para ela, a imagem actual da antiga cidade do “Reino do Congo” contrasta com o passado em que apresentava um aspecto desolador. Segundo destacou, a avenida Comandante Dangereux, principal da cidade, está 100 por cento concluída e recebeu a devida sinalização vertical e horizontal, o que vai facilitar a circulação de pessoas e de automóveis. A jovem mostra-se esperançada de que o processo de sinalização contemple as restantes ruas e se estenda rapidamente aos bairros periféricos da cidade.

Segundo observou, os edifícios apresentam uma nova imagem. “Neste período de festa, em que a cidade comemora os seus 507 anos, assiste-se a um inusitado trânsito de pessoas e viaturas nas ruas”, disse.

João Luindamu, advogado, revelou que o cidadão que se deslocar a Mbanza Congo ficará surpreso pelo nível de crescimento. “Mbanza Congo de ontem é diferente de hoje. As mudanças estão patentes em todos os sectores da vida socioecónica”. Para ele, o governador está a mostrar uma dinâmica salutar de trabalho e o povo está satisfeito.

Luindamu destacou que se assiste em Mbanza Congo a um movimento “frenético de pessoas, com realce para os visitantes nacionais e estrangeiros, com desejo de conhecer as relíquias históricas da antiga capital do Reino do Congo, como é o caso de Kulumbimbi (primeira Igreja Católica construída a Sul do Sahara)”. Para ele, a árvore mítica secular, conhecida como Yala-Nkuwu, da qual  se comenta o mito de verter sangue, incluindo o Museu dos Reis do Kongo e as grutas de Nzawevua também constam das belezas que têm atraído muitos visitantes