Com o objectivo de melhorar o acesso aos serviços energéticos, nas zonas rurais, a partir de fontes renováveis, para promover e acelerar o investimento público e privado no sector de energia em algumas províncias do país, a LTP Energias SA, empresa ligada às energias renováveis, promoveu, na passada segunda-feira, no Sumbe, província do Cuanza Sul, um seminário sobre a eficiência energética e crescimento do tecido produtivo nacional.
O seminário decorreu na sala de auditório do Instituto Nacional de Petróleos, e teve como ponto alto a criação do Instituto Nacional de Electrificação Rural.
No encontro foram debatidos temas como o alargamento do programa “Aldeia Solar” a todas as sedes de comuna e povoações, com mais de dois
mil habitantes até 2025.
Constou ainda entre os objectivos do evento, a estretégia que visa implementar em mais de 200 comunidades agrícolas, sistema para usos produtivos (irrigação, secagem ou moagem) com base em energias renováveis e promover a criação de pelo menos 200 empresas novas dedicadas ao fabrico, manutenção, distribuição ou comercialização de soluções energéticas renováveis para as zonas rurais.
Os participantes discutiram as energias renováveis seu impacto e importância, estratégias para redução do consumo energético em equipamentos industriais accionados por motores eléctricos e as energias como mecanismo de futuro.

Estratégias
Na ocasião o vice-governador para a Área Económica e Política do Cuanza Sul, Joaquim Ricardo júnior, disse que as energias renováveis são aquelas que provêm de recursos naturais que não se esgotam e também são repostos como o sol, vento, chuva, mares e energia geotérmica.
Destacou que o Governo angolano quer contribuir para a redução dos índices de poluição. Neste contexto, definiu a estratégia da implementação das energias renováveis, como suporte e base do sistema eléctrico, em particular, através da forte aposta no potencial hidroeléctrico do país tendo previsto no período de 2013 a 2017, a instalação de 5 mil MW, obtida por energia hídrica.
Sublinhou que esta meta representa não só uma aposta na competitividade do sistema bem como no compromisso sério do Executivo, na melhoria das condições ambientais e de vida para as futuras gerações.

Reduzir as assimetrias
Fez saber que para desenvolver o uso de novas tecnologias renováveis ligadas à rede, fomentam a criação de novos mercados e reduzem as assimetrias regionais, gerando oportunidades para substituir combustíveis fósseis.
Afirmou que para promover e acelerar o investimento público e privado nas novas energias renováveis, há necessidade de se criar condições efectivas de investimento que mitiguem nas distorções introduzidas pelos subsídios aos combustíveis fósseis, oferecendo um adequado retorno ao investimento e uma regulamentação.
“Nas zonas rurais é possível assegurar o fornecimento de energia eléctrica através de pequenas redes locais ou sistema de energias renováveis, particularmente solar e pico ou micro hídricas, associados às infra-estruturas públicas, podendo se prever em soluções de incentivo à instalação dos designados sistemas solares individuais, por fotovoltáicos, quer térmicos bem como a criação de lojas de energias envolvendo iniciativas privadas”, disse o governante.
A nível da província, disse, se regista iniciativas privadas alinhadas com a estratégia definida pelo Executivo, no que concerne ao fornecimento de serviços de energia.
No Cuanza Sul, apenas os municípios do Libolo, Amboim, Sumbe e Porto Amboim beneficiam da energia hidroeléctrica, estando a Cela a aguardar a entrada em funcionamento da linha de Laúca, que será extensiva numa primeira fase ao município da Quibala e os outros, que actualmente dependem de grupos termoeléctricos.