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Consumidor já exige mais: Cadeia de distribuição de alimentos

Autor: Mateus Cavumbo

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Michele Mazzaroli da DDM e João Santos do Kero.
Foto por Vigas da Purificação e Arquivo Pessoal
A estratégia de fidelização  dos clientes adoptadas pelas grandes superfícies comerciais a operar em Angola procura dar resposta às necessidades dos clientes. Como disse o director-geral do Kero, João Santos, esta unidade comercial, presente nas províncias de Luanda e Benguela, definiu como prioridade um atendimento diferenciado ao cliente, razão pela qual as suas lojas têm registado uma grande afluência. Com cerca de  9,5 mil milhões de kwanzas (100 milhões de dólares) em investimento, o Kero prevê abrir ainda este ano outros três hipermercados em Luanda, designadamente em Cacuaco, Talatona e Shopping Gika. De igual modo, Michele Mazzaroli, da distribuidora DDM, reforça a preocupação das empresas para com os clientes, considerando o mercado da distribuição como dos que mais crescimento regista nos últimos tempos.
 

A estratégia de fidelização dos clientes adoptadas pelas grandes superfícies comerciais a operar em Angola procura dar resposta às necessidades dos clientes. Como disse o director-geral do Kero, João Santos, esta unidade comercial, presente nas províncias de Luanda e Benguela, definiu como prioridade um atendimento diferenciado ao cliente, razão pela qual as suas lojas têm registado uma grande afluência. Com cerca de 9,5 mil milhões de kwanzas (100 milhões de dólares) em investimento, o Kero prevê abrir ainda este ano outros três hipermercados em Luanda, designadamente em Cacuaco, Talatona e Shopping Gika.

Que avaliação faz do mercado de distribuição de produtos em Angola?
O mercado de distribuição, em Angola, tem vindo a desenvolver-se nos últimos anos, permitindo uma profissionalização da oferta, incutindo novos hábitos nos consumidores que se tornam mais exigentes quer a nível da variedade e qualidade da oferta, quer a nível do posicionamento de preço dos diferentes players nos mercado. O Kero apresenta-se como um dos elementos-chave para que a mudança de paradigma do consumo tenha lugar, alterando hábitos e demonstrando que o mercado profissional aporta enormes mais-valias à vida dos clientes.

Até que ponto as grandes superfícies comerciais têm ajudado na oferta de produtos no mercado formal?
As grandes superfícies comerciais apresentam uma oferta alargada de produtos, melhorando a qualidade de vida dos clientes ao permitir o acesso a uma oferta alimentar e não alimentar sob o mesmo tecto, permitindo a democratização do consumo. Por exemplo, o Kero, actualmente, ultrapassa as 40.000 referências de artigos, garantindo a resposta a todas as necessidades dos clientes.

Qual o plano que existe para novos investimentos, com vista à expansão do negócio a nível do território nacional?
Nós pretendemos ser uma marca de relevância nacional. Pretendemos reforçar o número de lojas com um plano de expansão ambicioso, prevendo abrir novas superfícies de venda no centro de Luanda ainda em 2013 (Luanda Shopping - Comandante Gika, Talatona e Cacuaco), alargar a nossa posição em Benguela e implementar o nosso posicionamento de preços baixos nas províncias do Humbo e Lubango num futuro próximo. Actualmente, a rede Kero conta com sete hipermercados, distribuídos pelas províncias de Luanda e Benguela, num investimento que ultrapassa os 100 milhões dólares.

Concorda com a afirmação segundo a qual os preços praticados em supermercados tornam-se mais caros, em comparação com as demais existentes em Angola?
O posicionamento de preço nas lojas Kero é levado muito a sério. Temos uma equipa que diariamente compara os nossos preços, artigo a artigo, com os preços da concorrência formal e informal. O preço baixo e a qualidade do acolhimento são duas características que os consumidores associam ao Kero desde a inauguração da primeira loja. A maior prova desta afirmação é que temos vindo a constatar um número crescente de clientes nas lojas Kero, demonstrando que os consumidores reconhecem o nosso posicionamento de preço, a qualidade e a variedade da nossa oferta, a satisfação a nível do serviço e a força da nossa marca.

O aumento da oferta de produtos alimentares, que o mercado angolano regista actualmente, deve-se ao surgimento em larga escala de superfícies comerciais de grande dimensão. Estas unidades vieram, certamente, garantir maior qualidade no que se vende, mas também equilibrar a balança de preços dos produtos. Conforme o director-geral da DDM, Michele Mazzaroli, empresa vocacionada à distribuição alimentar, os clientes devem admitir na comparação dos preços que as grandes superfícies têm uma estrutura organizada com pessoal, cadeia de frio, importações de grandes quantidades, manuseamento e armazenamento adequado da mercadoria.

Que avaliação faz do mercado de distribuição de produtos em Angola?
O mercado da distribuição, em Angola, é um dos sectores da economia nacional que apresenta um elevado potencial de crescimento e largo espaço para a modernização dos sistemas de funcionamento do mesmo, assim como das estruturas que o apoiam. O sector em si precisa de ser devidamente regularizado e agilizado já que por funcionar de forma eficaz e viável requer o apoio profissional e atempado de várias instituições, primariamente a alfândega e os laboratórios de análise. Isto porque, principalmente no sector da distribuição alimentar, temos que ter em conta períodos de validade da mercadoria que não são muito longos.

Até que ponto as grandes superfícies comerciais têm ajudado na oferta de produtos no mercado formal?
Com o surgimento das grandes superfícies comerciais a nível nacional, a oferta e a variedade de produtos ao alcance do consumidor angolano aumentaram consideravelmente.

Qual o plano que existe para novos investimentos, com vista à expansão do negócio a nível do território nacional?
Nós como DDM, presentes no mercado desde 2000, já temos investido largamente na nossa expansão a nível nacional. Estamos presentes nas províncias de Benguela, Huambo, Huíla, Kwanza- -Sul, Uíje e Malanje, além de Luanda, onde temos três armazéns com uma superfície total de cerca de 3.800 metros quadrados e uma frota de distribuição a nível nacional que conta com mais de 100 veículos. A partir das províncias onde estamos sedeados, conseguimos alcançar clientes nas províncias de Moxico, Lundas, Bié, Kuando-Kubango, Namibe e Cabinda. No que concerne a novos investimentos, a partir deste ano e até ao final do próximo, pretendemos investir na modernização dos nossos sistemas de distribuição, baseando-os nas novas tecnologias e uso da rede para agilizar as transacções com os nossos clientes e melhorar o controlo dos fluxos de mercadoria.

Concorda com a afirmação segundo a qual os preços praticados em supermercados tornam-se mais caros, em comparação com os demais existentes em Angola?
Em princípio não. Ao comparar preços, uma pessoa tem que ter em mente que as grandes superfícies têm uma estrutura organizada com pessoal, cadeia de frio, importações de grande quantidades, manuseamento e armazenamento adequado da mercadoria e isto só para mencionar algumas das vozes que criam custos. As outras tipologias de venda ao retalho não têm isto tudo, portanto, conseguem praticar preços ligeiramente mais baixos, frequentemente em detrimento da qualidade e conservação dos produtos.

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