Jornal de Economia e Finanças

Director: Agostinho Chitata
Director-Adjunto: Mateus Cavumbo

Início Lado-A-Lado Recrutamento de Pessoal

Recrutamento de Pessoal

Autor: Mateus Cavumbo

Diminuir tamanho do texto
Aumentar tamanho do texto
Fátima Monteiro do BIC e Eva Santos do Millennium .
Foto por Contreiras Pipa e Arquivo Pessoal
Os bancos estão cada vez mais exigentes e procuram preencher 0s seus postos de trabalho com pessoal jovem

É indiscutível que a gestão do conhecimento é hoje um desafio que se impõe às empresas. Ter pessoas realizadoras e preparadas para uma acção diária que agregue valor ao negócio é fulcral, segundo defende Fátima Monteiro, directora dos recursos humanos do banco BIC.

Como tem sido o processo de selecção de candidatos da sua empresa?
Nos oito anos de actividade do banco, o processo de recrutamento e selecção tem sido entendido como uma poderosa ferramenta na construção e consolidação da nossa imagem e através do qual procuramos garantir que temos pessoas certas no lugar certo. Atrair, manter e desenvolver o talento humano é o nosso objectivo.

Fruto do crescimento do banco, as nossas necessidades de recrutamento e selecção são constantes. Por ano, temos seleccionado, em média, 200 novos colaboradores, sobretudo jovens em início de carreira, o que nos obriga a ter a percepção correcta do perfil comportamental esperado/desejado dos candidatos. Hoje, temos 1.827 trabalhadores. Ainda, e pela importância estratégica deste processo para o banco, o próprio presidente do conselho de administração, Dr. Fernando Teles, que também detém o pelouro dos recursos humanos, faz questão de conhecer todos os colaboradores participando de forma activa no momento e na decisão de seleccionar.

Quais as qualificações que a empresa exige aos candidatos?

Além do necessário enquadramento no perfil de entrada que temos definido em termos de idade e habilitações escolares, estão também perfeitamente definidas as necessárias qualificações/competências comportamentais que um candidato deve ter para integrar a equipa BIC.

O que levou as empresas, principalmente, as grandes corporações a estarem mais exigentes na hora de contratar os candidatos?

É um facto que, nos últimos anos, os processos de recrutamento e selecção sofreram uma mudança de paradigma. Sendo o processo de recrutamento e selecção como estratégico e vital para as organizações, quem tem a responsabilidade de seleccionar candidatos quer ter a certeza de que faz as melhores escolhas, o que implica processos mais exigentes e mais robustos. Não é por acaso que as próprias universidades já sentem a preocupação de incluir nos conteúdos dos seus currículos, o desenvolvimento de habilidades pessoais aplicadas ao mercado de trabalho.

Por que razão o processo selectivo ficou mais longo e rigoroso?
É de comum acordo que o crescimento da competitividade implica um maior rigor e maior exigência no momento de recrutar e seleccionar novos colaboradores, o que, naturalmente, implica processos de selecção mais cuidados e por isso mais morosos.

Como as instituições podem contribuir para que os seus funcionários sejam dotados de técnicas para melhor servir?
É indiscutível que a gestão do conhecimento é hoje um desafio que se impõe às empresas. Ter pessoas realizadoras e preparadas para uma acção diária que agregue valor ao negócio é fulcral. Os clientes são cada vez mais informados e mais exigentes e por isso também exigem mais dos serviços prestados. Quando investimos na formação dos nossos colaboradores, estamos a investir no nosso sucesso.

As competências pessoais e os valores tornaram-s também factores determinantes para contratação. A directora dos recursos humanos do Banco Millennium Angola, Eva Santos, é de opinião que o mais importante é a adequação do perfil do candidato à função que se está a recrutar. A aposta na formação é fundamental, pois permite a melhoria e o desenvolvimento das competências técnicas, comportamentais e de liderança dos colaboradores.

Como tem sido o processo de selecção de candidatos na sua empresa?
O processo de selecção de candidatos no BMA devido ao plano de expansão tem sido contínuo e dinâmico. Recrutamos anualmente cerca de 300 novos colaboradores. Trata-se de um processo estruturado que exige a passagem por diferentes etapas. É nosso objectivo encontrar a pessoa certa para o lugar certo, reduzindo ao máximo a possibilidade de erro.

Quais as qualificações que a empresa exige aos candidatos?
Um dos requisitos mínimos necessários é ter a 12ª classe concluída. Contudo, estas qualificações variam consoante a função a que se está a candidatar. Gostaria de enfatizar que, em 2012, foram admitidos 322 novos colaboradores, sendo que o número actual corresponde a 1.159.

O que levou as empresas, principalmente, as grandes corporações a estarem mais exigentes na hora de contratar os candidatos?Hoje, cada vez mais se valoriza o capital humano; entende-se que não se caracteriza como um gasto, mas sim um investimento que trará retorno para a instituição. Este factor leva a que se tenha um maior grau de exigência na hora de recrutar um novo colaborador. Devemos manter níveis de excelência que são seguramente indispensáveis para a nossa área de actividade.

Por que razão o processo selectivo ficou mais longo e rigoroso?
Seleccionar implica que não avaliamos apenas o “curriculum vitae” do candidato e as competências técnicas, avaliamos várias competências e de forma mais criteriosa, nomeadamente o carácter, e a personalidade, se está ou não alinhado à cultura da empresa. As competências pessoais e os valores tornaram-se também factores determinantes para contratação. A duração de um processo é relativa, o mais importante é a adequação do perfil do candidato à função que se está a recrutar.

Como as instituições podem contribuir para que os seus funcionários sejam dotados de técnicas para melhor servir?
A aposta na formação é fundamental, pois permite a melhoria e o desenvolvimento das competências técnicas, comportamentais e de liderança dos nossos colaboradores. Para que tal seja um sucesso, um planeamento adequado e contínuo permite criar as melhores condições para este desenvolvimento. O banco Millennnium Angola (BMA) tem apostado na formação dos seus colaboradores e continuará a fazê-lo de forma dinâmica.

 

« voltar

edição
nº 485
todos
os números
glossário económico
BROKER

Termo inglês para designar corrector que actua como intermediário entre duas ou mais pessoas envolvidas em transação comercial ou financeira.
ver todos os termos »