Os estudos da consultoria Bain & Company servem como preciosos termómetros do mercado de luxo. Anualmente, divulga resultados relativos à indústria mundial — o segmento cresceu 5 por cento em 2018, chegando a um facturamento de euros 1,2 mil milhões. A empresa também detecta tendências que se desenham. A partir de dados fornecidos por ela ao longo dos últimos meses, elaborou uma lista do que deve nos esperar até 2025.
1. Crescimento do mercado interno da China – As vendas de luxo dentro do país subiram 18 por cento no último ano, chegando a 23 bilhões de euros. Foram impulsionadas mais por demanda interna do que por aumentos de preço. É um indicador de que a voracidade com que os chineses consomem produtos desse segmento no exterior deve dar lugar a vendas domésticas;
2. Canais digitais envolvidos em toda e qualquer compra de luxo – Mesmo quem não adquirir os produtos directamente pela internet, passará por apps e sites de pesquisa, antes de efectuar a compra;
3. Vitória da diversidade – Questionar e reclamar da inclusão de minorias já é algo ultrapassado hoje. Imagine em 2025! Até lá, as misturas de etnias, orientações sexuais, culturas e subculturas estará consolidada também no consumo de luxo. Pelo menos para as marcas que quiserem se permanecer relevantes.
4. A reinvenção das lojas – Pontos de venda físicos como os que conhecemos hoje tendem a desaparecer, a exemplo do que aconteceu com estabelecimentos de discos e CD. Com a ascensão das transacções digitais, as lojas terão outro papel, mais ligado a experiências de consumo e branding;
5. Atendimento personalizado ao extremo – As novas e reinventadas lojas contarão com a ajuda dos dispositivos de geolocalização que ajudarão a chegar ao consumidor mais importante;
6. A máquina é o cliente – A inteligências artificiais não só fará encomendas pela internet como poderão ir pessoalmente;
7. (Quase) ninguém tem dinheiro – A Bain estima que as transacções em dinheiro vivo devem encolher 80 por cento devido a pagamentos biométricos, por celular ou mesmo com criptomoedas;
8. Consumidores mais jovens e questionadores – Consumidores das gerações Y e Z representarão cerca de 55 por cento do mercado;
9. Áreas de actuação sobrepostas – As fronteiras de competitividade vão se cruzar com mais frequência e intensidade;
10. Agilidade é o novo preto – O constante terremoto de costumes e questionamentos provocado pela digitalização da vida exigirá capacidade de adaptação cada vez maior, inclusive na administração de custos internos.