Três anos depois de um interregno, condicionado pela falta de apoios, a organização do concurso Miss Mundo Angola, realizou no mês passado, a segunda edição da gala que elegeu a jovem Nelma Tchissola, 20 anos, natural de Benguela, como a representante de Angola no Miss Mundo 2018, em Dezembro deste ano, na China.
O JEconversou com Kilucissa José Gombo, coordenador do comité Miss Mundo Angola, sobre as dificuldades para a realização do evento e as perspectivas futuras do concurso.

Os objectivos do concurso foram alcançados?
De certo modo sim! O país há muito que não competia no maior evento de beleza do mundo, daí que foi necessário muito trabalho para a realização desta gala. Tivemos que fazer um evento com as condições que tínhamos disponíveis. Não podíamos exigir muito mais. Foi uma gala possível.

Quais foram as principais dificuldades?
A situação macroeconómica do país não ajudou muito. Depois, tivemos que alterar o local do evento várias vezes, para que fosse possível a sua materialização, atendendo a falta de patrocínios. Muitas promessas não se concretizaram.

A candidata eleita poderá dignificar o bom nome de Angola na gala mundial?
A miss reune todos os requisitos para enfrentar as suas adversárias em pé de igualdade. Acreditamos que terá uma participação digna.

Que melhorias esperam fazer nos próximos concursos?
As próximas edições terão que ser projectadas com muita antecedência e até já começamos. É preciso também aproximar cada vez mais os parceiros e solicitar à imprensa uma maior divulgação da marca.

Que projecções nos reserva o concurso?
É prematuro fazer projecções, porque o evento continua. Depois da participação da miss no “Miss Mundo”, que se realiza na China em Dezembro, daremos esclarecimentos e um balanço geral. IB